Bento Teixeira

O poeta cristão-novo que escreveu o primeiro poema épico do Brasil

Retrato de Bento Teixeira, poeta cristão-novo, autor da Prosopopeia
Bento Teixeira (c. 1561–1600)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Bento Teixeira

Nome completo: Bento Teixeira Pinto

Data de nascimento: c. 1561

Local de nascimento: Porto, Portugal

Data de falecimento: 1600

Local de falecimento: Lisboa, Portugal (na prisão)

Formação acadêmica: Frequentou o colégio dos jesuítas no Espírito Santo e na Bahia (1570–1579)

Outras profissões: Professor, advogado, comerciante

Movimento literário: Barroco (marco inaugural do movimento no Brasil)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Prosopopeia (poema épico, escrito entre 1584 e 1592, publicado em 1601)

💬 Frase que define sua história

"O poeta cristão-novo que escreveu o primeiro poema épico do Brasil na prisão, após matar a esposa e ser perseguido pela Inquisição."

📖 Texto sobre o autor

Bento Teixeira nasceu no Porto, Portugal, por volta de 1561, filho de cristãos-novos. Sua família emigrou para o Brasil em 1567, estabelecendo-se no Espírito Santo. Frequentou o colégio dos jesuítas, onde recebeu formação católica, embora acredita-se que tenha sido doutrinado no judaísmo pela mãe na infância. Em 1583, casou-se com Filipa Raposa em Ilhéus.

Viveu em Olinda, onde manteve uma escola financiada pela Câmara, e depois em Iguaraçu, dedicando-se ao magistério, à advocacia e ao comércio. Sua vida foi marcada por conflitos: a esposa o acusava de judaísmo e o traía; ele blasfemava contra ícones cristãos e foi levado a auto de fé em 1589. Em 1594, matou a esposa a facadas e refugiou-se no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde começou a escrever os primeiros versos da Prosopopeia.

Preso em 1595, foi enviado a Lisboa, onde passou pelo Tribunal da Inquisição. Confessou-se judaizante, abjurou e obteve liberdade condicional, mas morreu na prisão em 1600, provavelmente de tuberculose. Sua obra única, Prosopopeia, publicada postumamente em 1601, é um poema épico de 94 estrofes em oitava rima, inspirado em Camões, que canta as glórias de Jorge de Albuquerque Coelho, donatário de Pernambuco. É considerada o marco inaugural do Barroco no Brasil.

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