Cláudio Manoel da Costa
O árcade Glauceste Satúrnio — introdutor do Arcadismo no Brasil
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Cláudio Manoel da Costa (pseudônimo árcade: Glauceste Satúrnio)
Nome completo: Cláudio Manuel da Costa
Data de nascimento: 5 de junho de 1729
Local de nascimento: Vila do Ribeirão do Carmo (atual Mariana), MG (Brasil)
Data de falecimento: 4 de julho de 1789
Local de falecimento: Vila Rica (atual Ouro Preto), MG (Brasil)
Formação acadêmica: Cânones pela Universidade de Coimbra (1753)
Outras profissões: Advogado, minerador, juiz medidor de terras, secretário do Governo da Província
Movimento literário: Arcadismo (introdutor do movimento no Brasil)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Munúsculo métrico (1751)
- Labirinto de amor (1753)
- Epicédio (1753)
- Obras (1768) — marco inicial do lirismo árcade no Brasil
- Vila Rica (épico, escrito em 1773, publicado postumamente em 1839)
💬 Frase que define sua história
"O poeta que introduziu o Arcadismo no Brasil e acabou envolvido na Inconfidência Mineira, tendo sua vida encerrada de forma trágica e nunca totalmente esclarecida."
📖 Texto sobre o autor
Cláudio Manuel da Costa nasceu em Mariana, Minas Gerais, em 1729. Formou-se em Cânones pela Universidade de Coimbra em 1753, onde publicou seus primeiros poemas ainda marcados pelo Barroco. De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Vila Rica, exercendo a advocacia, a mineração e cargos públicos como juiz medidor de terras e secretário do governo da província.
Fundou uma arcádia chamada Colônia Ultramarina e adotou o pseudônimo Glauceste Satúrnio. A publicação de Obras em 1768 é considerada o marco inicial do lirismo árcade no Brasil. Seu poema épico Vila Rica, pronto em 1773 mas publicado apenas em 1839, celebra a epopeia dos bandeirantes e a fundação da cidade, destacando-se pela temática brasileira.
Nos anos 1780, envolveu-se com a Inconfidência Mineira, da qual teria dado apoio sentimental. Preso e interrogado uma única vez, foi encontrado enforcado em sua cela na Casa dos Contos, em Ouro Preto, em 4 de julho de 1789. A hipótese oficial foi de suicídio, mas as circunstâncias nunca foram totalmente esclarecidas. É patrono da cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Letras.