Basílio da Gama
O poeta que, salvando-se do degredo com um poema nupcial, escreveu a epopeia do conflito entre europeus e guaranis
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Basílio da Gama
Nome completo: José Basílio da Gama
Data de nascimento: 22 de julho de 1740
Local de nascimento: São José do Rio das Mortes (atual Tiradentes), MG (Brasil)
Data de falecimento: 1795
Local de falecimento: Lisboa, Portugal
Formação acadêmica: Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro; noviciado na Companhia de Jesus; estudos interrompidos com a expulsão dos jesuítas (1759)
Outras profissões: Oficial da Secretaria do Reino (após proteção de Pombal); membro da Academia das Ciências de Lisboa
Movimento literário: Arcadismo
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália (1769)
- O Uraguai (1769)
- A declamação trágica (1772)
- Os Campos Elíseos (1776)
- Quitúbia (1791)
💬 Frase que define sua história
"O poeta que, salvando-se do degredo com um poema nupcial, escreveu a epopeia do conflito entre europeus e guaranis nas missões do Uruguai."
📖 Texto sobre o autor
José Basílio da Gama nasceu em Tiradentes, Minas Gerais, em 1740. Órfão de pai na primeira infância, foi encaminhado ao Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro, onde iniciou o noviciado. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, optou pela vida secular e viajou pela Itália e Portugal entre 1760 e 1767, sendo admitido na Arcádia Romana sob o nome de Termindo Sipílio.
De volta ao Brasil, embarcou para Lisboa em 1768 para matricular-se em Coimbra, mas foi preso e condenado ao degredo em Angola sob suspeita de ser partidário dos jesuítas. Salvou-o um epitalâmio escrito às núpcias da filha do Marquês de Pombal, que o perdoou, concedeu-lhe carta de nobreza e o nomeou oficial da Secretaria do Reino. Para conciliar as graças de Pombal, compôs O Uraguai, publicado em 1769, poema épico que trata da expedição luso-espanhola contra as missões jesuíticas do Rio Grande, exaltando Pombal e transferindo aos jesuítas o papel de vilões, enquanto simpatiza com o indígena vencido.
Com a queda de Pombal em 1777, não aderiu à Viradeira nem se juntou aos que vilipendiavam o antigo protetor. No fim da vida, foi admitido na Academia das Ciências de Lisboa e publicou Quitúbia (1791). Morreu em Lisboa em 1795. É patrono da Cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Letras.