Silva Alvarenga
O mestiço e pobre que se tornou professor régio e fundou o jornalismo literário no Brasil
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Silva Alvarenga (pseudônimo árcade: Alcindo Palmireno)
Nome completo: Manuel Inácio da Silva Alvarenga
Data de nascimento: 1749
Local de nascimento: Vila Rica (atual Ouro Preto), MG (Brasil)
Data de falecimento: 1º de novembro de 1814
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Humanidades no Rio de Janeiro; Cânones na Universidade de Coimbra (1768–1776)
Outras profissões: Professor régio de Retórica e Poética no Rio de Janeiro; fundador e principal articulador da Sociedade Literária do Rio de Janeiro (1786)
Movimento literário: Arcadismo
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- O desertor (poema herói-cômico, 1774)
- O templo de Netuno (1777)
- A gruta americana (1779)
- Glaura: Poemas eróticos (1799; 2ª ed. 1801)
💬 Frase que define sua história
"O mestiço e pobre que se tornou professor régio e, preso por ideias francesas, sobreviveu para cantar Glaura e fundar o jornalismo literário no Brasil."
📖 Texto sobre o autor
Manuel Inácio da Silva Alvarenga nasceu em Vila Rica em 1749, filho bastardo de um músico. Mestiço e pobre, com a ajuda de amigos foi estudar Humanidades no Rio de Janeiro e, aos dezenove anos, seguiu para Coimbra para cursar Cânones. Lá conheceu Basílio da Gama e Alvarenga Peixoto e acompanhou a reforma pombalina da Universidade. Filiou-se à Arcádia Ultramarina com o nome de Alcindo Palmireno e publicou O desertor em 1774.
Concluído o curso em 1776, regressou ao Rio de Janeiro em 1777, onde exerceu a advocacia, abriu curso de retórica e poética e foi nomeado professor régio por Luís de Vasconcelos e Sousa. Em 1786, fundou a Sociedade Literária do Rio de Janeiro, que logo se transformou em clube de ideias democráticas. Em 1794, foi preso sob acusação de promover a circulação de ideias francesas e conspirar contra a Coroa e a religião católica, permanecendo encarcerado por dois anos e oito meses.
Posto em liberdade em 1797 por falta de provas, publicou a primeira edição de Glaura: Poemas eróticos em 1799. Em 1813, colaborou no jornal O Patriota, tornando-se um dos primeiros jornalistas brasileiros. Morreu no Rio de Janeiro em 1º de novembro de 1814, solteiro e sem descendentes.