Martins Pena

O "Molière brasileiro" — fundador da comédia de costumes no Brasil

Retrato de Martins Pena, dramaturgo brasileiro, o 'Molière brasileiro'
Martins Pena (1815–1848)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Martins Pena (o "Molière brasileiro")

Nome completo: Luís Carlos Martins Pena

Data de nascimento: 5 de novembro de 1815

Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Data de falecimento: 1848

Local de falecimento: Lisboa, Portugal

Formação acadêmica: Estudou Comércio e depois Arquitetura na Academia Imperial de Belas Artes (não concluiu)

Outras profissões: Diplomata (adido de primeira classe em Londres e Lisboa), funcionário público (Ministério dos Negócios Estrangeiros)

Movimento literário: Romantismo — fundador da comédia de costumes no Brasil

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • O Juiz de Paz na Roça (1838)
  • Um Sertanejo na Corte (1839)
  • O Noviço (1845)
  • Quem Casa Quer Casa (1845)
  • As Casadas Solteiras (1845)
  • O Judas em Sábado de Aleluia (1846)
  • O Diletante (1846)
  • Os Irmãos das Almas (1848)

💬 Frase que define sua história

"O dramaturgo que fotografou o Brasil do século XIX com humor e ironia, fundando a comédia de costumes e tornando-se o Molière brasileiro."

📖 Texto sobre o autor

Luís Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro em 1815. Órfão de pai ainda criança, foi criado pela mãe e teve uma formação irregular: estudou Comércio, depois Arquitetura na Academia Imperial de Belas Artes, mas não concluiu nenhum dos cursos. Sua estreia no teatro se deu em 1838, com a comédia O Juiz de Paz na Roça, que imediatamente o consagrou. A partir daí, escreveu quase trinta peças, entre comédias, sátiras, farsas e dramas, nas quais retratou com ironia e humor a sociedade brasileira e suas instituições.

Martins Pena deu ao teatro brasileiro um cunho nacional, afastando-o dos modelos portugueses e criando a comédia de costumes, gênero que influenciaria Artur Azevedo e toda a dramaturgia posterior. Em 1842, ingressou na carreira diplomática como adido em Londres, depois servindo em Lisboa. Em 1847, foi nomeado adido de primeira classe na legação brasileira em Lisboa. Morreu na capital portuguesa em 1848, aos 33 anos, vítima de tuberculose.

É patrono da Cadeira nº 29 da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua importância, escreveu Sílvio Romero: "se perdessem todas as leis, escritos, memórias da história brasileira dos primeiros 50 anos desse século XIX, e nos ficassem somente as comédias de Martins Pena, era possível reconstruir por elas a fisionomia moral de toda esta época."

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