Joaquim Manuel de Macedo
O médico que trocou a clínica pela literatura e escreveu "A Moreninha"
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Joaquim Manuel de Macedo
Nome completo: Joaquim Manuel de Macedo
Data de nascimento: 24 de junho de 1820
Local de nascimento: Itaboraí, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 1882
Local de falecimento: Itaboraí, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Medicina (formou-se em 1844, mas exerceu a profissão por pouco tempo)
Outras profissões: Médico (brevemente), professor de História e Corografia no Colégio Pedro II, preceptor dos filhos da Princesa Isabel, político (deputado provincial e geral pelo Partido Liberal), jornalista, memorialista
Movimento literário: Romantismo — um dos fundadores do romance brasileiro
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- A Moreninha (1844)
- O Moço Loiro (1845)
- Os Dois Amores (1848)
- A Nebulosa (poema-romance, publicado na revista Guanabara, 1849)
- A Carteira de Meu Tio (1855)
- O Culto do Dever (1865)
- A Baronesa do Amor (1876)
💬 Frase que define sua história
"O médico que trocou a clínica pela literatura e escreveu A Moreninha, o romance que inaugurou a voga do romance nacional e conquistou gerações de leitores."
📖 Texto sobre o autor
Joaquim Manuel de Macedo nasceu em Itaboraí, no Rio de Janeiro, em 1820, filho de família modesta. Em 1838, mudou-se para a Corte para estudar Medicina, formando-se em 1844. No mesmo ano, publicou seu primeiro romance, A Moreninha, que se tornou um sucesso imediato de público e crítica e é considerado um marco inaugural do romance brasileiro. A obra inaugurou a voga do romance nacional e rendeu a Macedo fama e fortuna.
A partir de 1849, dedicou-se ao magistério como professor de História do Brasil e Corografia no Imperial Colégio Pedro II, função que exerceu por décadas e que o aproximou da família imperial — chegou a ser preceptor dos filhos da Princesa Isabel. Foi também jornalista, fundando a revista Guanabara em 1849, ao lado de Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre. Na política, elegeu-se deputado provincial e geral pelo Partido Liberal em várias legislaturas.
Escreveu ainda peças teatrais, compêndios de história e crônicas. Sua obra é extensa e variada, retratando a vida cotidiana da burguesia carioca da segunda metade do século XIX. Morreu em Itaboraí em 1882. É patrono da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.