Gonçalves Dias
O poeta da "Canção do Exílio" e do indianismo brasileiro
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Gonçalves Dias
Nome completo: Antônio Gonçalves Dias
Data de nascimento: 10 de agosto de 1823
Local de nascimento: Caxias, MA (Brasil)
Data de falecimento: 1864 (no naufrágio do navio Ville de Boulogne)
Local de falecimento: Costa do Maranhão (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Direito na Universidade de Coimbra (1838–1845)
Outras profissões: Professor de História e Latim no Colégio Pedro II, jornalista, crítico literário, etnólogo, oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, membro da Comissão Científica de Exploração
Movimento literário: Romantismo — Primeira Geração (Nacionalista/Indianista)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Primeiros Cantos (1846)
- Leonor de Mendonça (teatro, 1847)
- Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848)
- Últimos Cantos (1851)
- Os Timbiras (1857)
- Dicionário da Língua Tupi (1858)
💬 Frase que define sua história
"O poeta que cantou a saudade da pátria e deu ao indígena a dignidade de herói trágico, morrendo no mar que separa o exílio da terra natal."
📖 Texto sobre o autor
Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, no Maranhão, em 1823, filho de um comerciante português e de uma mestiça de indígena e negro. Costumava dizer que trazia no sangue as três etnias formadoras do Brasil. Em 1838, embarcou para Portugal para estudar Direito em Coimbra, onde entrou em contato com os ideais românticos por meio de Almeida Garrett e Alexandre Herculano. Foi nesse período, com saudades do Brasil, que compôs um dos poemas mais conhecidos da língua portuguesa: a Canção do Exílio (1843).
De volta ao Brasil em 1845, integrou-se ao grupo de Gonçalves de Magalhães e dedicou-se à poesia indianista, dando ao indígena grandeza e dignidade trágica em obras como I-Juca-Pirama e Os Timbiras. Foi professor no Colégio Pedro II e atuou como jornalista e crítico. Sua vida pessoal foi marcada pela frustração amorosa: o pedido de casamento a Ana Amélia foi recusado pela família dela, provavelmente por preconceito racial. Casou-se por despeito com Olímpia Coriolano da Costa, de quem logo se separou.
Em 1864, doente e debilitado pela tuberculose, retornava da Europa quando o navio Ville de Boulogne naufragou próximo à costa do Maranhão. Todos se salvaram, menos o poeta, que se afogou. É patrono da Cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras.