Bernardo Guimarães
O romancista que retratou o interior de Minas e Goiás e criou a escrava Isaura
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Bernardo Guimarães
Nome completo: Bernardo Joaquim da Silva Guimarães
Data de nascimento: 15 de agosto de 1825
Local de nascimento: Ouro Preto, MG (Brasil)
Data de falecimento: 1884
Local de falecimento: Ouro Preto, MG (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Direito na Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1852)
Outras profissões: Magistrado (juiz municipal e de órfãos em Catalão, GO), professor de Retórica e Poética no Liceu Mineiro, professor de Latim e Francês em Queluz, jornalista
Movimento literário: Romantismo (regionalista e abolicionista)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Cantos da Solidão (poesia, 1852)
- O Ermitão de Muquém (1868)
- O Garimpeiro (1872)
- O Seminarista (1872)
- A Escrava Isaura (1875)
- Maurício ou os Paulistas em São João Del-Rei (1877)
- A Ilha Maldita (1879)
- Rosaura, a Enjeitada (1883)
💬 Frase que define sua história
"O romancista que retratou o interior de Minas e Goiás e criou a escrava Isaura, símbolo da luta abolicionista que comoveu o mundo."
📖 Texto sobre o autor
Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 1825, filho de uma família tradicional. Dos 4 aos 16 anos, viveu em Uberaba e Campo Belo, impregnando-se das paisagens do interior que mais tarde descreveria em seus romances. Em 1847, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde tornou-se amigo íntimo de Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com quem fundou a "Sociedade Epicuréia". Formou-se em 1852 e publicou Cantos da Solidão, seu primeiro livro de poesias.
Exerceu a magistratura em Catalão, Goiás, por dois períodos (1852–54 e 1861–64), destacando-se como juiz rigoroso mas humano. De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se ao jornalismo e à crítica literária. Em 1866, fixou-se em Ouro Preto como professor de Retórica e Poética no Liceu Mineiro.
Sua obra mais famosa, A Escrava Isaura, publicada em 1875, tornou-se a mais popular de seus livros e um marco da campanha abolicionista, narrando a história de uma escrava branca perseguida por seu senhor. Bernardo Guimarães escreveu ainda romances regionalistas que retratam a vida no sertão, o garimpo e as tradições de Minas e Goiás. Morreu em Ouro Preto em 1884. É patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras.