França Júnior

O principal seguidor de Martins Pena que retratou a sociedade do Segundo Reinado

Retrato de França Júnior, dramaturgo, advogado e pintor brasileiro
França Júnior (1838–1890)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: França Júnior

Nome completo: Joaquim José da França Júnior

Data de nascimento: 18 de março de 1838

Local de nascimento: Salvador, BA (Brasil)

Data de falecimento: 1890

Local de falecimento: Caldas, MG (Brasil)

Formação acadêmica: Colégio Pedro II (Humanidades); Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1862)

Outras profissões: Advogado, jornalista, pintor (discípulo de Georg Grimm), secretário do governo provincial da Bahia, curador de órfãos da capital imperial

Movimento literário: Romantismo/Realismo — comédia de costumes

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Meia Hora de Cinismo (1861)
  • A República Modelo (1861)
  • Tipos da Atualidade (ou O Barão de Cutia) (1862)
  • Ingleses na Costa (1864)
  • O Defeito de Família (1870)
  • Amor com Amor se Paga (1871)
  • Como se Fazia um Deputado (1882)
  • Caiu o Ministério! (1882)
  • As Doutoras (1889)

💬 Frase que define sua história

"Fez da comédia de costumes um retrato mordaz da sociedade fluminense durante o Segundo Reinado."

📖 Texto sobre o autor

Joaquim José da França Júnior nasceu em Salvador em 1838, mas foi no Rio de Janeiro que construiu sua carreira. Cursou Humanidades no Colégio Pedro II e formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1862. Ainda como estudante, escreveu suas primeiras peças, A República Modelo e Meia Hora de Cinismo (1861), comédias de costumes acadêmicos sobre as relações entre calouros e veteranos.

Em 1862, estreou no Ginásio Dramático com Tipos da Atualidade, que se tornou um enorme sucesso popular graças ao personagem do Barão de Cutia, um fazendeiro rico que uma viúva interesseira deseja como genro. Considerado o principal seguidor de Martins Pena, França Júnior escreveu cerca de duas dezenas de comédias, entre as quais O Defeito de Família, Como se Fazia um Deputado, Caiu o Ministério! e As Doutoras. Suas peças satirizavam a mediocridade e o interesse nas relações sociais, além de criticar os privilégios concedidos a estrangeiros, sobretudo ingleses.

Em 1876, afastou-se temporariamente do teatro e dedicou-se à pintura de paisagens sob influência do alemão Georg Grimm, mas retornou triunfalmente cinco anos depois, por insistência de Artur Azevedo. Faleceu em Caldas, Minas Gerais, em 1890. É patrono da Cadeira nº 12 da Academia Brasileira de Letras.

← Voltar para a lista de escritores com J