Machado de Assis

O gênio que revolucionou a literatura brasileira com ironia e penetração psicológica

Retrato de Machado de Assis, o maior nome da literatura brasileira
Machado de Assis (1839–1908)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Machado de Assis

Nome completo: Joaquim Maria Machado de Assis

Data de nascimento: 21 de junho de 1839

Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Data de falecimento: 1908

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Não frequentou universidade; estudou em escolas públicas e foi autodidata, com ampla leitura de clássicos portugueses e ingleses

Outras profissões: Tipógrafo, jornalista, cronista, crítico literário, funcionário público (Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas), fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras

Movimento literário: Romantismo (primeira fase) e Realismo (segunda fase, como introdutor do movimento no Brasil)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Crisálidas (poesia, 1864)
  • Ressurreição (romance, 1872)
  • A Mão e a Luva (romance, 1874)
  • Helena (romance, 1876)
  • Iaiá Garcia (romance, 1878)
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas (romance, 1881)
  • Quincas Borba (romance, 1891)
  • Dom Casmurro (romance, 1899)
  • Esaú e Jacó (romance, 1904)
  • Memorial de Aires (romance, 1908)

💬 Frase que define sua história

"O gênio que, da periferia do Rio de Janeiro, revolucionou a literatura brasileira com ironia, pessimismo e uma penetração psicológica sem igual."

📖 Texto sobre o autor

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839, filho de um operário e uma lavadeira. Mestiço e pobre, enfrentou desde cedo as dificuldades de sua condição social. Gago e epiléptico, perdeu a mãe ainda criança e foi criado pela madrasta, Maria Inês. Aos 16 anos, publicou seu primeiro poema na revista Marmota Fluminense; aos 17, trabalhava como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional.

Autodidata, construiu uma cultura sólida por meio da leitura dos clássicos portugueses e ingleses, que conheceu em parte graças à esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais, com quem se casou em 1869. Sua carreira literária atravessou duas fases distintas. Na primeira, ainda romântica, publicou Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia. Em 1881, com Memórias Póstumas de Brás Cubas, rompeu com os padrões românticos e inaugurou o Realismo no Brasil. A partir daí, sua prosa ganhou a ironia corrosiva, o pessimismo filosófico e a dissecação implacável da alma humana que o tornaram inconfundível. Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires consolidaram sua reputação.

Paralelamente, produziu mais de seiscentas crônicas, duzentos contos, dez peças teatrais e cinco coletâneas de poesia. Fundou a Academia Brasileira de Letras em 1897 e foi seu presidente por dez anos. Morreu em 1908, no Rio de Janeiro, deixando uma obra que o tornou o maior nome da literatura brasileira e um dos grandes gênios da língua portuguesa.

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