Visconde de Taunay
O engenheiro militar que escreveu "Inocência", o primeiro romance realista da vida sertaneja
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Visconde de Taunay
Nome completo: Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay
Data de nascimento: 22 de fevereiro de 1843
Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 1899
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Colégio Pedro II (bacharel em Letras em 1858); Escola Militar (bacharel em Matemáticas em 1863); curso de Engenharia Militar
Outras profissões: Militar (major do Exército), engenheiro, professor de Mineralogia e Geologia, político (deputado, senador, presidente de Santa Catarina e do Paraná), músico e pintor
Movimento literário: Romantismo — Regionalismo (com traços precursores do Realismo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- A Mocidade de Trajano (1871)
- Inocência (1872)
- Retirada da Laguna (1874)
- Ouro sobre Azul (1875)
- Amélia Smith (1886)
💬 Frase que define sua história
"O engenheiro militar que, após a Retirada da Laguna, escreveu Inocência, o primeiro romance realista da vida sertaneja brasileira."
📖 Texto sobre o autor
Alfredo d'Escragnolle Taunay nasceu no Rio de Janeiro em 1843, neto do pintor francês Nicolas-Antoine Taunay. Estudou no Colégio Pedro II, bacharelando-se em Letras aos 15 anos, e depois na Escola Militar, onde se formou em Matemáticas em 1863. Em 1865, como segundo-tenente, foi convocado para a Guerra do Paraguai, integrando a Comissão de Engenheiros. Participou da Retirada da Laguna, episódio que relatou em livro imortalizado.
Após a guerra, tornou-se professor de Mineralogia e Geologia na Escola Militar e iniciou carreira política: foi deputado por Goiás, presidente de Santa Catarina (1876–77) e do Paraná (1885), deputado novamente e senador. Sua estreia literária se deu com A Mocidade de Trajano (1871), sob o pseudônimo Silvio Dinarte, e no ano seguinte publicou Inocência, romance que retrata a vida no sertão de Mato Grosso com sobriedade e senso de realidade, sendo considerado o primeiro romance realista da vida brasileira por críticos como Sílvio Romero.
Monarquista convicto, retirou-se da vida política após a Proclamação da República. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, escolhendo para sua cadeira o patrono Francisco Otaviano. Morreu no Rio de Janeiro em 1899.