Júlia da Costa

A "Poetisa do Paraná" — a primeira mulher a publicar poesia no estado

Retrato de Júlia da Costa, poetisa paranaense, autora de Flores Dispersas
Júlia da Costa (1844–1911)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecida: Júlia da Costa (a "Poetisa do Paraná")

Nome completo: Júlia Maria da Costa

Data de nascimento: 1844 (dia impreciso)

Local de nascimento: Paranaguá, PR (Brasil)

Data de falecimento: 2 de julho de 1911

Local de falecimento: Paranaguá, PR (Brasil)

Formação acadêmica: Educação esmerada em casa, incluindo aulas de piano

Outras profissões: Não exerceu outras profissões; foi poeta e, por casamento, administrou a vida social e política do marido

Movimento literário: Romantismo — com elementos góticos e pessimismo

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Flores Dispersas — 1ª série (1867)
  • Flores Dispersas — 2ª série (1868)
  • Poemas publicados no periódico Paranaguá e em outros jornais
  • Poesia – Júlia da Costa (coletânea organizada por Zahidé Muzart, 2001)

💬 Frase que define sua história

"A primeira poetisa do Paraná, que fez da saudade da terra natal e das sombras da existência uma poesia de melancolia e lucidez."

📖 Texto sobre a autora

Júlia Maria da Costa nasceu em Paranaguá, no litoral do Paraná, em 1844, filha de Alexandre José da Costa e Maria Machado da Costa. Perdeu o pai aos dez anos e passou a viver com a mãe em São Francisco do Sul, Santa Catarina, onde recebeu educação refinada, incluindo aulas de piano.

Em 1871, casou-se com o Comendador Costa Pereira, cerca de trinta anos mais velho, numa união que, segundo biógrafos, teria sido imposta. O casamento deu-lhe posição social confortável, mas a poeta nunca se adaptou plenamente à vida de esposa de um homem de negócios e política. Publicou seus dois livros de poesia — Flores Dispersas (1ª e 2ª séries) — em 1867 e 1868, antes do casamento.

Sua poesia é marcada pela melancolia, pelo pessimismo, por imagens de sombra, morte e saudade, e por um desejo constante de fuga da realidade. Em carta de 1889, escreveu: "a inteligência nas mulheres é um dom fatal". Teve uma vida amorosa atribulada, com um romance não concretizado com o Sr. Carvoliva, que alimentou muitos de seus versos. Morreu em Paranaguá em 2 de julho de 1911. Sua obra permaneceu pouco conhecida até o final do século XX, quando foi resgatada por pesquisadoras como Zahidé Lupinacci Muzart e celebrada como uma das primeiras mulheres a publicar poesia no Brasil.

← Voltar para a lista de escritores com C