Inglês de Sousa

O romancista do Amazonas que introduziu o Naturalismo no Brasil

Retrato de Inglês de Sousa, romancista paraense, introdutor do Naturalismo no Brasil
Inglês de Sousa (1853–1918)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Inglês de Sousa

Nome completo: Herculano Marcos Inglês de Sousa

Data de nascimento: 28 de dezembro de 1853

Local de nascimento: Óbidos, PA (Brasil)

Data de falecimento: 1918

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1876)

Outras profissões: Advogado, banqueiro, jornalista, professor de Direito Comercial e Marítimo na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros

Movimento literário: Naturalismo (introdutor do movimento no Brasil)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • O cacaulista (1876, sob pseudônimo Luís Dolzani)
  • História de um pescador (1876, sob pseudônimo Luís Dolzani)
  • O coronel Sangrado (1877, sob pseudônimo Luís Dolzani)
  • O missionário (1891)
  • Contos amazônicos (1892)
  • Títulos ao portador (1898, obra jurídica)

💬 Frase que define sua história

"O romancista do Amazonas que introduziu o Naturalismo no Brasil e retratou a vida ribeirinha com o olhar científico de Zola."

📖 Texto sobre o autor

Herculano Marcos Inglês de Sousa nasceu em Óbidos, no Pará, em 1853. Fez os primeiros estudos no Pará e no Maranhão e, em 1867, veio para o Rio de Janeiro, matriculando-se no Colégio Perseverança. Adoecendo, convalesceu na casa do Conselheiro José Vicente Jorge, onde teve acesso à biblioteca e leu sofregamente Shakespeare, Victor Hugo e Herculano. Em 1870, viajou para o Recife, onde completou os preparatórios e matriculou-se na Faculdade de Direito, vivendo intensa vida intelectual.

Já no segundo ano, combatendo "as pieguices de A Moreninha, de Macedo, e o indianismo de Alencar", escreveu seu primeiro romance, O cacaulista, sob o pseudônimo Luís Dolzani. Formou-se em Direito em São Paulo em 1876. Foi presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo, antes de fixar-se no Rio de Janeiro como advogado, banqueiro e professor de Direito Comercial e Marítimo.

Foi o introdutor do Naturalismo no Brasil, mas seus primeiros romances não tiveram grande repercussão. Tornou-se conhecido com O missionário (1891), que revela influência de Zola e descreve com fidelidade a vida numa pequena cidade do Pará, com agudo espírito de observação e fidelidade às cenas regionais. Participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a Cadeira nº 28 e foi o principal redator dos estatutos. Morreu no Rio de Janeiro em 1918.

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