Lúcio de Mendonça
O fundador da Academia Brasileira de Letras que, cego e paralítico, escreveu o poema mais desolado da literatura
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Lúcio de Mendonça
Nome completo: Lúcio Eugênio de Meneses e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça
Data de nascimento: 10 de março de 1854
Local de nascimento: Piraí, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 1909
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1877)
Outras profissões: Advogado, jornalista, magistrado (ministro do Supremo Tribunal Federal), procurador-geral da República, curador fiscal das Massas Falidas, secretário do ministro da Justiça; fundador da Academia Brasileira de Letras
Movimento literário: Romantismo / Realismo (transição)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Névoas Matutinas (poesia, 1872, com prefácio de Machado de Assis)
- Alvoradas (poesia, 1875)
- O Marido da Adúltera (romance, 1882)
- Esboços e Perfis (1889)
- Canções de Outono (poesia, 1896)
- Horas do Bom Tempo (contos, 1901)
- Murmúrios e Clamores (poesias completas, 1902)
💬 Frase que define sua história
"O fundador da Academia Brasileira de Letras que, cego e paralítico, escreveu o poema mais desolado sobre a impossibilidade de escolher entre a morte e a escuridão."
📖 Texto sobre o autor
Lúcio Eugênio de Meneses e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça nasceu em Piraí, no Rio de Janeiro, em 1854. Órfão de pai aos cinco anos, foi criado por parentes em São Gonçalo de Sapucaí, Minas Gerais, e aprendeu a ler e escrever sozinho, ligando sons e caracteres através da leitura de jornais.
Em 1871, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde iniciou sua atividade literária e republicana. Suspenso por dois anos após participar de um protesto estudantil, passou esse período no Rio de Janeiro, entrando para a redação de A República e convivendo com Quintino Bocaiúva, Machado de Assis e Joaquim Nabuco. Em 1872, publicou seu livro de estreia, Névoas Matutinas, com prefácio de Machado de Assis. Formou-se em 1877 e exerceu a advocacia e o magistério no interior de Minas.
Foi vereador em São Gonçalo, colaborou intensamente na imprensa republicana e publicou contos e crônicas que o firmaram como um dos melhores prosadores de sua geração. Com a Proclamação da República, ocupou cargos na magistratura e na alta burocracia, chegando a ministro do Supremo Tribunal Federal em 1895. Em 1896, fundou a Academia Brasileira de Letras, sendo seu principal articulador. Nos últimos anos, perdeu progressivamente a visão e ficou paralítico. Morreu no Rio de Janeiro em 1909, deixando entre seus papéis o poema "Steeple Chase", no qual a cegueira e a morte disputam qual chegará primeiro.