Teófilo Dias
O sobrinho de Gonçalves Dias que herdou o talento do tio e transitou entre o Romantismo e o Parnasianismo
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Teófilo Dias
Nome completo: Teófilo Odorico Dias de Mesquita
Data de nascimento: 8 de novembro de 1854
Local de nascimento: Caxias, MA (Brasil)
Data de falecimento: 1889
Local de falecimento: São Paulo, SP (Brasil)
Formação acadêmica: Instituto de Humanidades, em São Luís (1861–1874); Faculdade de Direito de São Paulo (concluído em 1881)
Outras profissões: Advogado, jornalista, professor de Gramática Filosófica e Francês no Colégio Aquino, deputado provincial pelo Partido Liberal (1885)
Movimento literário: Romantismo tardio / Pré-Parnasianismo
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Flores e Amores (1874)
- Cantos Tropicais (1878)
- Lira dos Verdes Anos (1878)
- Fanfarras (1882)
- A Comédia dos Deuses (1888)
💬 Frase que define sua história
"O sobrinho de Gonçalves Dias que herdou o talento do tio e, entre o lirismo romântico e a forma parnasiana, tornou-se patrono da Academia Brasileira de Letras."
📖 Texto sobre o autor
Teófilo Odorico Dias de Mesquita nasceu em Caxias, no Maranhão, em 1854, sobrinho do consagrado poeta Antônio Gonçalves Dias. Fez os primeiros estudos no Instituto de Humanidades, em São Luís, e em 1875 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde encontrou abrigo no Convento de Santo Antônio e travou contato com intelectuais como Machado de Assis, Aluísio de Azevedo e Artur de Oliveira.
Em 1881, concluiu o curso de Direito em São Paulo, onde também lecionou Gramática Filosófica e Francês no Colégio Aquino. Sua poesia, inicialmente marcada pelo lirismo romântico de herança gonçalvina, foi gradualmente incorporando formas novas, alinhadas às tendências parnasianas que despontavam. Publicou Flores e Amores (1874), Cantos Tropicais (1878), Lira dos Verdes Anos (1878), Fanfarras (1882) e A Comédia dos Deuses (1888), esta última considerada sua obra mais importante.
Casou-se com Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada, da tradicional família Andrada, e ingressou na política filiando-se ao Partido Liberal, sendo eleito deputado provincial em 1885. Faleceu em São Paulo em 1889. É patrono da Cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Afonso Celso.