Arthur Azevedo

O mestre da comédia de costumes que retratou o Rio de Janeiro do século XIX

Retrato de Arthur Azevedo, dramaturgo e jornalista brasileiro, mestre da comédia de costumes
Arthur Azevedo (1855–1908)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Arthur Azevedo

Nome completo: Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo

Data de nascimento: 7 de julho de 1855

Local de nascimento: São Luís, MA (Brasil)

Data de falecimento: 1908

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Não frequentou universidade; recebeu sólida educação doméstica, com aulas de francês e acesso à biblioteca do Gabinete Português de Leitura

Outras profissões: Jornalista, contista, poeta, funcionário público (Ministério da Agricultura), professor de Português, fundador da Academia Brasileira de Letras

Movimento literário: Romantismo/Realismo — comédia de costumes, teatro popular

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Amor por Anexins (teatro, 1870)
  • Uma Véspera de Reis (teatro, 1875)
  • A Filha de Maria Angu (teatro, 1876)
  • A Princesa dos Cajueiros (teatro, 1880)
  • O Escravocrata (teatro, 1884, em colaboração com Urbano Duarte)
  • Contos Possíveis (contos, 1889)
  • Contos Fora de Moda (contos, 1894)
  • A Capital Federal (teatro, 1897)
  • O Badejo (teatro, 1898)

💬 Frase que define sua história

"O mestre da comédia de costumes que fez do palco e do jornalismo um retrato vivo do Rio de Janeiro do século XIX."

📖 Texto sobre o autor

Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís, no Maranhão, em 1855, irmão mais velho do romancista Aluísio Azevedo. Filho de um vice-cônsul português e de uma mulher de temperamento independente, recebeu educação esmerada em casa, com aulas de francês e acesso à biblioteca do Gabinete Português de Leitura. Começou a trabalhar cedo no comércio e depois na administração provincial, mas foi demitido por publicar sátiras contra autoridades do governo. Aos 15 anos, escreveu sua primeira peça, Amor por Anexins, que teve mais de mil representações no século XIX.

Em 1873, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Ministério da Agricultura e lecionou Português no Colégio Pinheiro. Foi no jornalismo e no teatro que encontrou sua verdadeira vocação. Colaborou em jornais como A Estação, O País, Diário de Notícias e A Notícia, assinando com pseudônimos como Elói o Herói, Gavroche e Petrônio. Grande observador dos hábitos cariocas, escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos e cerca de duas dezenas de peças teatrais, entre comédias, operetas e revistas.

Foi um dos grandes defensores da abolição, tema presente em obras como O Escravocrata. Dirigiu por décadas a campanha pela construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que não chegou a ver inaugurado. Fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 29, cujo patrono é Martins Pena. Morreu em 1908, no Rio de Janeiro.

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