Delminda Silveira
A primeira mulher a integrar a Academia Catarinense de Letras
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecida: Delminda Silveira
Nome completo: Delminda Silveira de Sousa
Data de nascimento: 16 de outubro de 1854
Local de nascimento: Desterro (atual Florianópolis), SC (Brasil)
Data de falecimento: 1932
Local de falecimento: Florianópolis, SC (Brasil)
Formação acadêmica: Não há registro de curso superior; educadora e autodidata
Outras profissões: Professora de Português e Francês no Colégio Coração de Jesus (escola católica tradicional de Florianópolis); membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; primeira mulher da Academia Catarinense de Letras
Movimento literário: Romantismo / Parnasianismo (poesia lírica e religiosa)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Lises e Martítios (poemas, crônicas e contos, 1908)
- Cancioneiro (hinos e poesias comemorativas, 1914)
- Brasil: Peça alegórica em cinco atos (1922)
- Passos Dolorosos (poema, 1931)
- Indeléveis Versos (edição póstuma, 1989)
💬 Frase que define sua história
"A primeira mulher a integrar a Academia Catarinense de Letras, que fez da poesia um hino à fé, à família e às datas nacionais."
📖 Texto sobre a autora
Delminda Silveira de Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis, em 1854. Foi professora de Português e Francês no Colégio Coração de Jesus, escola católica tradicional da capital catarinense. Sua produção literária, marcadamente religiosa e lírica, inclui poemas, crônicas e contos. Colaborou assiduamente na revista A Mensageira, publicação dedicada à literatura feminina, onde publicou vários de seus poemas.
Seus versos deixam transparecer sua religiosidade profunda e seus temas recorrentes são o amor, a saudade e as dores íntimas. Publicou Lises e Martítios (1908), seu primeiro livro, que reúne poemas, crônicas e pequenos contos sobre amor e morte; Cancioneiro (1914), coleção de hinos e poesias comemorativas das principais datas nacionais, adotada oficialmente em todas as escolas de Santa Catarina por decreto do governador Vidal Ramos; e Passos Dolorosos (1931).
Em 1920, aos 66 anos, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Catarinense de Letras, ocupando a Cadeira nº 10. Morreu em Florianópolis em 1932. Sua obra Indeléveis Versos, de cunho religioso, foi publicada postumamente em 1989 pela UFSC.