Aluísio Azevedo
O romancista que anatomiou a sociedade brasileira com olhar naturalista
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Aluísio Azevedo
Nome completo: Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo
Data de nascimento: 14 de abril de 1857
Local de nascimento: São Luís, MA (Brasil)
Data de falecimento: 1913
Local de falecimento: Buenos Aires, Argentina
Formação acadêmica: Academia Imperial de Belas Artes (estudou desenho e pintura, sem concluir)
Outras profissões: Caricaturista, jornalista, diplomata (cônsul em Vigo, Japão, Argentina, Inglaterra e Itália)
Movimento literário: Naturalismo (introdutor do movimento no Brasil)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Uma Lágrima de Mulher (romance, 1879)
- O Mulato (romance, 1881)
- Casa de Pensão (romance, 1884)
- O Cortiço (romance, 1890)
- A Mortalha de Alzira (romance, 1894)
💬 Frase que define sua história
"O romancista que anatomiou a sociedade brasileira com olhar naturalista, revelando o cortiço como um Brasil em miniatura."
📖 Texto sobre o autor
Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís, no Maranhão, em 1857, filho de um vice-cônsul português e de uma mulher separada, o que à época era considerado escândalo na sociedade maranhense. Irmão mais novo do dramaturgo Artur Azevedo, revelou desde cedo pendores para o desenho e a pintura. Em 1876, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar na Academia Imperial de Belas Artes, sustentando-se como caricaturista para jornais como O Fígaro e O Mequetrefe.
Com a morte do pai em 1878, voltou a São Luís para sustentar a família e iniciou sua carreira literária com Uma Lágrima de Mulher (1879), ainda de feição romântica. Mas foi em 1881, com O Mulato, que sua obra ganhou contornos definitivos: o romance, que escandalizou a província ao tratar cruamente do preconceito racial, é considerado o marco inaugural do Naturalismo no Brasil.
De volta ao Rio, produziu febrilmente romances, contos, crônicas e peças teatrais. Casa de Pensão (1884) e O Cortiço (1890) consolidaram sua maturidade artística, nos quais aplicou os princípios naturalistas da hereditariedade e do determinismo do meio, retratando a vida dos pobres, imigrantes e excluídos. Em 1895, abandonou a literatura para ingressar na carreira diplomática, servindo em diversos países. Morreu em Buenos Aires, em 1913, como fundador da cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Letras.