Alberto de Oliveira
O "Príncipe dos Poetas" — o ourives da palavra do Parnasianismo brasileiro
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Alberto de Oliveira (o "Príncipe dos Poetas")
Nome completo: Antônio Mariano Alberto de Oliveira
Data de nascimento: 28 de abril de 1857
Local de nascimento: Palmital de Saquarema, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 19 de janeiro de 1937
Local de falecimento: Niterói, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Iniciou Medicina, mas abandonou no terceiro ano; formou-se em Farmácia em 1884
Outras profissões: Farmacêutico, oficial de gabinete do governo do Rio de Janeiro, professor, diretor-geral da Instrução Pública
Movimento literário: Parnasianismo (um dos mestres da tríade parnasiana, ao lado de Raimundo Correia e Olavo Bilac)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Canções Românticas (1878)
- Meridionais (1884)
- Sonetos e Poemas (1885)
- Versos e Rimas (1895)
- Poesias (1ª série, 1900; 2ª série, 1906; 3ª série, 1913; 4ª série, 1927)
- Céu, Terra e Mar (1914)
- O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916)
💬 Frase que define sua história
"O ourives da palavra que, do Romantismo ao Parnasianismo, esculpiu versos com a precisão de um cinzelador e se tornou o Príncipe dos Poetas."
📖 Texto sobre o autor
Antônio Mariano Alberto de Oliveira nasceu em Saquarema, no Rio de Janeiro, em 1857. Iniciou o curso de Medicina, mas abandonou-o no terceiro ano, formando-se em Farmácia em 1884. Sua estreia literária se deu com Canções Românticas (1878), livro que, apesar do título, já anunciava a transição para o Parnasianismo.
Foi com Meridionais (1884) que assumiu definitivamente o credo parnasiano, com poemas de rigor formal, descritivismo e referências greco-latinas. Sua poesia evoluiu para um equilíbrio entre a emoção e a forma, alcançando uma perfeição técnica que lhe valeu a fama de um dos mais admiráveis artífices do verso em língua portuguesa.
Alberto de Oliveira exerceu cargos públicos como oficial de gabinete do governo fluminense, diretor-geral da Instrução Pública e professor na Escola Normal e na Escola Dramática. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 8. Em 1924, após a morte de Olavo Bilac, foi eleito pelos intelectuais brasileiros o novo "Príncipe dos Poetas". Morreu em Niterói em 19 de janeiro de 1937.