Filinto de Almeida

O português que escolheu o Brasil e se tornou um dos fundadores da Academia

Retrato de Filinto de Almeida, jornalista, poeta parnasiano e fundador da Academia Brasileira de Letras
Filinto de Almeida (1857–1945)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Filinto de Almeida

Nome completo: Francisco Filinto de Almeida

Data de nascimento: 4 de dezembro de 1857

Local de nascimento: Porto, Portugal

Data de falecimento: 1945

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Não concluiu os estudos primários; autodidata em letras e jornalismo

Outras profissões: Jornalista, ensaiador de teatro, diretor de grupos amadores, deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo (1892–1897)

Movimento literário: Parnasianismo (membro fundador da Academia Brasileira de Letras)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Um Idioma (entreato cômico, 1876)
  • Os Mosquitos (monólogo cômico em versos, 1887)
  • Lírica (poesia, 1887)
  • A Casa Verde (romance em colaboração com Júlia Lopes de Almeida, 1898–1899)
  • O Beijo (1907)
  • Cantos e Cantigas (1915)
  • Colunas da Noite (1945)

💬 Frase que define sua história

"O português que escolheu o Brasil por vontade própria e se tornou um dos fundadores da Academia, parceiro literário da esposa Júlia Lopes de Almeida."

📖 Texto sobre o autor

Francisco Filinto de Almeida nasceu no Porto, Portugal, em 1857, e veio para o Brasil aos dez anos, em 1868, fixando-se no Rio de Janeiro. Sem ter cursado qualquer estabelecimento de ensino superior, destacou-se no jornalismo e nas letras por esforço próprio. Trabalhou como empregado numa papelaria e, na mocidade, foi ensaiador de teatro e diretor de grupos amadores, guardando até o fim o gosto pela arte dramática.

Aos 19 anos, escreveu o entreato cômico Um Idioma, representado em 1876. Colaborou em diversos periódicos, como A Semana, O Combate, A Estação e O Estado de S. Paulo, usando pseudônimos como Filindal, Chico Férula e Zé Bananal. Em 1887, casou-se com a romancista Júlia Lopes de Almeida, com quem escreveu em parceria o romance A Casa Verde.

Com a instauração da República, foi considerado brasileiro pela lei da grande naturalização e integrou-se como cidadão. Foi deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo de 1892 a 1897. Como poeta, firmou-se como parnasiano, expressando seus sentimentos e refletindo sobre o mundo exterior. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 3. Morreu no Rio de Janeiro em 1945.

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