Adelino Fontoura
O único patrono da Academia Brasileira de Letras sem um livro publicado
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Adelino Fontoura
Nome completo: Adelino da Fontoura Chaves
Data de nascimento: 30 de março de 1859
Local de nascimento: Axixá, MA (Brasil)
Data de falecimento: 2 de maio de 1884
Local de falecimento: Lisboa, Portugal
Formação acadêmica: Não há registro de curso superior; trabalhou no comércio desde os 10 anos
Outras profissões: Ator, jornalista (redator em O Combate, Gazetinha e Gazeta da Tarde)
Movimento literário: Parnasianismo (transição do Romantismo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Sonetos e poemas dispersos em jornais e revistas (1882–1883)
- Capítulo de O Embroglio (romance coletivo, publicado em O Combate)
💬 Frase que define sua história
"O único patrono da Academia Brasileira de Letras sem um livro publicado, cuja poesia dispersa em jornais impressionou seus contemporâneos e o imortalizou."
📖 Texto sobre o autor
Adelino da Fontoura Chaves nasceu em Axixá, no Maranhão, em 1859. Aos dez anos, concluído o primário, começou a trabalhar no comércio, onde manteve contato com Artur Azevedo, quatro anos mais velho, que trabalhava num armazém vizinho. Os dois começaram ali seus sonhos de homens de letras. Artur foi para o Rio de Janeiro e Adelino alistou-se no Exército em Pernambuco, onde colaborou no periódico satírico Os Xênios.
Em 1876, esteve no Pará, participando de representações teatrais como "Ator Fontoura". Após uma experiência que lhe custou a prisão em virtude de um papel que representou no teatro, decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro e procurou o amigo Artur Azevedo. Nada conseguindo na carreira dramática, foi admitido no periódico A Folha Nova e, posteriormente, em O Combate, onde publicou muitos de seus poemas. Em 1882, Artur Azevedo fundou o jornal A Gazetinha e o chamou para ser seu redator.
Adelino publicou numerosas poesias e trabalhos em prosa, mas vivia uma paixão não correspondida e tinha saúde precária. Em 1883, partiu para a Europa como representante da Gazeta da Tarde, mas o inverno rigoroso agravou sua tuberculose. Morreu em Lisboa em 2 de maio de 1884, aos 25 anos. Ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras em 1897, seu amigo Luís Murat escolheu-o como patrono da Cadeira nº 1. É o único caso de um patrono da Academia sem livro publicado, e sua obra permaneceu dispersa, com várias tentativas de reunião ao longo do século XX.