Augusto de Lima
O magistrado e político que governou Minas e teve a visão de transferir a capital para Belo Horizonte
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Augusto de Lima
Nome completo: Antônio Augusto de Lima
Data de nascimento: 5 de abril de 1859
Local de nascimento: Congonhas de Sabará (atual Nova Lima), MG (Brasil)
Data de falecimento: 22 de abril de 1934
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1882)
Outras profissões: Magistrado (promotor, juiz municipal, juiz de direito), chefe de polícia de Minas Gerais, presidente do Estado de Minas Gerais (1891), deputado federal, professor de Direito (Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais), diretor do Arquivo Público Mineiro
Movimento literário: Parnasianismo (com poesia de índole filosófica)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Contemporâneas (poesia, 1887)
- Símbolos (poesia, 1892)
- O Problema da Capital (1893)
- Poesias (1909)
- História do Direito Público Brasileiro (1910)
- Direito das Gentes e Diplomacia (1920)
- Direito Criminal Brasileiro (1925)
- Filosofia do Direito (1928)
- Memórias (1931)
💬 Frase que define sua história
"O magistrado e político que teve a visão de transferir a capital para Belo Horizonte. Cultivou uma poesia filosófica e reflexiva."
📖 Texto sobre o autor
Antônio Augusto de Lima nasceu na Fazenda do Morro do Pires, em Congonhas de Sabará, Minas Gerais, em 1859. Iniciou o curso de humanidades no Seminário de Mariana, onde teve como professor de Latim o futuro arcebispo Silvério Gomes Pimenta, e cursou depois o Seminário do Caraça. Desistindo de ser padre, prestou exames preparatórios em Ouro Preto em 1877 e ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo em 1878, onde foi amigo de Raimundo Correia, Afonso Celso, Silva Jardim e outros.
Formou-se em 1882 e exerceu a magistratura em Minas Gerais e no Espírito Santo. Em 1890, foi nomeado chefe de polícia de Minas e, em 1891, presidente do Estado, cargo que exerceu por apenas quatro meses. Durante seu breve mandato, propôs a mudança da capital de Ouro Preto para Curral del Rei, atual Belo Horizonte, visão que influenciou significativamente o planejamento urbano da nova capital.
Deixando o governo, voltou à magistratura em Ouro Preto e foi um dos fundadores da Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, onde lecionou de 1892 a 1925. Foi diretor do Arquivo Público Mineiro de 1901 a 1910 e deputado federal por várias legislaturas. Como poeta, publicou Contemporâneas (1887), Símbolos (1892) e Poesias (1909), sendo um dos grandes poetas de índole filosófica na literatura brasileira. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903, ocupando a Cadeira nº 12, e tomou posse em 1907. Morreu no Rio de Janeiro em 22 de abril de 1934, quando integrava a Assembleia Constituinte.