Raimundo Correia

O poeta que nasceu sobre as águas e fez do pessimismo e da perfeição formal a marca de sua obra

Retrato de Raimundo Correia, poeta brasileiro parnasiano
Raimundo Correia (1859–1911)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Raimundo Correia

Nome completo: Raimundo da Mota de Azevedo Correia

Data de nascimento: 13 de maio de 1859

Local de nascimento: A bordo do navio São Luís, na baía de Mangunça, MA (Brasil)

Data de falecimento: 13 de setembro de 1911

Local de falecimento: Paris, França

Formação acadêmica: Curso de Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1882)

Outras profissões: Magistrado (promotor, juiz de direito), professor de Direito Criminal na Faculdade de Direito de Minas Gerais, diplomata (segundo secretário da Legação do Brasil em Portugal)

Movimento literário: Parnasianismo (um dos três mestres da tríade parnasiana, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Primeiros Sonhos (1879)
  • Sinfonias (1883)
  • Versos e Versões (1887)
  • Aleluias (1891)
  • Poesias (1898)

💬 Frase que define sua história

"O poeta que nasceu sobre as águas e fez do pessimismo e da perfeição formal a marca de uma obra que inclui o célebre soneto 'As Pombas'."

📖 Texto sobre o autor

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo do navio São Luís, ancorado em águas maranhenses, em 13 de maio de 1859. Costumava dizer de si, pilhericamente: "Sou um homem sem pátria; nasci no Oceano". Filho de família de classe elevada, realizou o curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e formou-se advogado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1882.

Desenvolveu uma bem-sucedida carreira como juiz de direito no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, e atuou como professor de Direito Criminal na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Iniciou sua carreira poética com Primeiros Sonhos (1879), ainda sob influência romântica. Em 1883, com Sinfonias, assumiu o Parnasianismo e passou a integrar a famosa tríade parnasiana ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac.

Sua poesia diferencia-se dos demais parnasianos por um forte pessimismo, chegando a ser sombria. Ao longo da carreira, evoluiu do Romantismo para o Parnasianismo e, em alguns poemas, aproximou-se do Simbolismo. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 5.

Tinha tuberculose e faleceu em Paris, em 13 de setembro de 1911, onde buscava tratamento.

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