Afonso Celso
O filho do Visconde de Ouro Preto que fez da ufania patriótica um verbo
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Afonso Celso (ou Affonso Celso)
Nome completo: Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior
Data de nascimento: 31 de março de 1860
Local de nascimento: Ouro Preto, MG (Brasil)
Data de falecimento: 1938
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1880)
Outras profissões: Poeta, romancista, historiador, jornalista, professor catedrático de Economia Política, deputado geral por Minas Gerais (quatro legislaturas), presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1912–1938), fundador do Jornal do Brasil
Movimento literário: Romantismo / Parnasianismo (transição)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Prelúdios (1876)
- Devaneios (1877)
- Telas sonantes (1879)
- Poemetos (1880)
- Rimas de outrora (1891)
- Vultos e fatos (1892)
- O Imperador no exílio (1893)
- Por que me ufano de meu país (1900)
💬 Frase que define sua história
"O filho do Visconde de Ouro Preto que, do exílio à Academia, fez da ufania patriótica um verbo e do Brasil uma razão para se orgulhar."
📖 Texto sobre o autor
Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 1860, filho do Visconde de Ouro Preto, último presidente do Conselho de Ministros do Império. Publicou seu primeiro livro de poesias, Prelúdios, aos 15 anos. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1880.
Foi eleito deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes, mas, com a Proclamação da República em 1889, abandonou a política e acompanhou o pai no exílio, cabendo-lhe a tarefa de defender o Visconde no início do novo regime. Dedicou-se ao magistério e ao jornalismo, colaborando por mais de trinta anos no Jornal do Brasil.
Em 1900, publicou Por que me ufano de meu país, obra que gerou grande polêmica e lançou a expressão "ufanismo". Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 36, cujo patrono é Teófilo Dias.
Morreu no Rio de Janeiro em 1938.