Virgílio Várzea
O catarinense que liderou a Guerrilha Literária ao lado de Cruz e Sousa
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Virgílio Várzea (o "Loti brasileiro")
Nome completo: Virgílio dos Reis Várzea
Data de nascimento: 6 de janeiro de 1863
Local de nascimento: São Francisco de Paula de Canavieiras, SC (Brasil)
Data de falecimento: 29 de dezembro de 1941
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Não há registro de curso superior; autodidata em letras e jornalismo
Outras profissões: Jornalista, político (deputado estadual em Santa Catarina em 1893, reeleito em 1914 e 1925), secretário de imprensa de Rui Barbosa (1899), oficial de gabinete da Presidência da Província de Santa Catarina (1882–1883), secretário da Capitania do Porto do Desterro (1885–1889)
Movimento literário: Realismo/Naturalismo (liderou a renovação estética contra o romantismo conservador)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Traços Azuis (1883)
- Tropos e Fantasias (1885, em parceria com Cruz e Sousa)
- Miudezas (1886)
- Rosecastle (1888)
- Mares e Campos (1891)
- Santa Catarina, a Ilha (1897)
- George Marcial (1898)
- Contos de Amor (1900)
- A Noiva do Paladino (1900)
- Garibaldi in América (1901)
- O Brigue Flibusteiro (1904)
- Os Argonautas (1905)
- Nas Ondas (1909)
💬 Frase que define sua história
"O catarinense que liderou a Guerrilha Literária ao lado de Cruz e Sousa e se tornou o romancista da vida marítima e litorânea brasileira."
📖 Texto sobre o autor
Virgílio dos Reis Várzea nasceu em Canavieiras, Santa Catarina, em 1863. Em 1882, assumiu o cargo de oficial de gabinete da Presidência da Província de Santa Catarina, e em 1885 tornou-se secretário da Capitania do Porto do Desterro.
Foi nesse período que liderou, ao lado de Cruz e Sousa, a chamada "Guerrilha Literária Catarinense" (1883–1887), movimento que combatia o conservadorismo romântico e buscava implantar a "Ideia Nova" — a renovação estética do Realismo-Naturalismo. Publicou Tropos e Fantasias em parceria com Cruz e Sousa em 1885, obra que marcou essa transição.
Como jornalista, colaborou em veículos como O Moleque, Tribuna Popular, Gazeta de Notícias e Correio da Manhã. Em 1893, foi eleito deputado estadual em Santa Catarina, reelegendo-se em 1914 e 1925. Em 1899, tornou-se secretário de imprensa de Rui Barbosa.
Sua produção literária, marcada pela temática marítima e litorânea, lhe valeu a alcunha de "Loti brasileiro", em referência ao escritor francês Pierre Loti. Morreu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 1941.