Raul Pompeia
O menino do internato que escreveu O Ateneu e pôs fim à própria vida no dia de Natal
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Raul Pompeia (grafia original: Raul Pompeia)
Nome completo: Raul de Ávila Pompeia
Data de nascimento: 12 de abril de 1863
Local de nascimento: Jacuecanga, Angra dos Reis, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 25 de dezembro de 1895
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Colégio Abílio (interno); Colégio Pedro II (preparatórios); Faculdade de Direito de São Paulo (até o 3º ano, reprovado); Faculdade de Direito do Recife (concluído, sem exercer a advocacia)
Outras profissões: Jornalista, cronista, contista, caricaturista, desenhista, professor de Mitologia da Escola de Belas Artes, diretor da Biblioteca Nacional
Movimento literário: Realismo / Impressionismo / Simbolismo (posição controvertida; alguns críticos o associam ao Naturalismo, mas sua prosa matizada o aproxima do Impressionismo e Simbolismo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Uma Tragédia no Amazonas (novela, 1880)
- As Joias da Coroa (novela, 1882)
- Canções sem Metro (poemas em prosa, 1883; edição póstuma)
- O Ateneu (romance, 1888)
💬 Frase que define sua história
"O menino do internato que escreveu O Ateneu, o romance mais implacável sobre a educação brasileira, e pôs fim à própria vida no dia de Natal."
📖 Texto sobre o autor
Raul de Ávila Pompeia nasceu em Jacuecanga, Angra dos Reis, em 1863, filho de um advogado e homem de recursos. Foi internado no Colégio Abílio, experiência que marcaria profundamente sua obra mais famosa. Em 1879, transferiu-se para o Colégio Pedro II, onde se projetou como orador e publicou seu primeiro livro, Uma Tragédia no Amazonas, em 1880.
Iniciou o curso de Direito em São Paulo em 1881, engajando-se nas campanhas abolicionista e republicana e tornando-se amigo de Luís Gama. Reprovado no 3º ano, seguiu para o Recife, onde concluiu o curso, sem exercer a advocacia. De volta ao Rio em 1885, dedicou-se ao jornalismo e escreveu O Ateneu (1888), romance de cunho autobiográfico que o consagrou.
Com a Proclamação da República, foi nomeado professor de Mitologia da Escola de Belas Artes e diretor da Biblioteca Nacional. Florianista exaltado, rompeu com amigos intelectuais como Olavo Bilac e Pardal Mallet. Com a morte de Floriano Peixoto em 1895, foi demitido da Biblioteca Nacional. Sentindo-se caluniado e desdenhado, suicidou-se no dia de Natal de 1895. É patrono da Cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras.