Coelho Neto

O Príncipe dos Prosadores, o escritor mais lido do Brasil em seu tempo

Retrato de Coelho Neto, escritor brasileiro, o Príncipe dos Prosadores
Coelho Neto (1864–1934)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Coelho Neto (o "Príncipe dos Prosadores")

Nome completo: Henrique Maximiano Coelho Neto

Data de nascimento: 21 de fevereiro de 1864

Local de nascimento: Caxias, MA (Brasil)

Data de falecimento: 28 de novembro de 1934

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Iniciou Medicina (abandonou); Faculdade de Direito de São Paulo e do Recife (não concluiu)

Outras profissões: Professor, jornalista, deputado federal pelo Maranhão (1909, reeleito em 1917), secretário do Governo do Estado do Rio de Janeiro, diretor da Escola Dramática Municipal, professor de História da Arte na Escola Nacional de Belas Artes, incentivador do futebol (diretor do Fluminense Football Club)

Movimento literário: Realismo/Naturalismo (com elementos de Impressionismo)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Rapsódias (1891)
  • Miragem (1895)
  • A Conquista (1899)
  • Turbilhão (1906)
  • Melhores Crônicas (coletânea)

💬 Frase que define sua história

"O escritor mais lido do Brasil em seu tempo, que dominou todos os gêneros literários e viu sua prosa opulenta ser combatida pelos modernistas."

📖 Texto sobre o autor

Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em Caxias, Maranhão, em 1864, filho de um português e de uma indígena. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1872, publicou seu primeiro poema, "No Deserto", um protesto contra a escravidão, no Jornal do Comércio.

Iniciou o curso de Medicina, que substituiu pelo de Direito, mas não concluiu nenhum dos dois. Em São Paulo e no Recife, envolveu-se em movimentos estudantis e nas campanhas abolicionista e republicana. De volta ao Rio, integrou o grupo de Olavo Bilac e José do Patrocínio, trabalhando na Gazeta da Tarde e na Cidade do Rio.

Sua estreia literária se deu com Rapsódias (1891), e o romance Miragem o tornou um dos autores mais vendidos do país. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras e, em 1928, eleito "Príncipe dos Prosadores Brasileiros". Em 1933, sua candidatura ao Prêmio Nobel foi lançada pela Academia.

Sua obra vastíssima — romances, contos, crônicas, teatro, crítica — recebeu duras críticas dos modernistas, que consideravam sua prosa prolixa e "rococó". Morreu no Rio de Janeiro em 28 de novembro de 1934.

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