Andradina de Oliveira

A gaúcha que fundou o jornal Escrinio e defendeu o divórcio numa época em que isso era escândalo

Retrato de Andradina de Oliveira, escritora, jornalista e feminista gaúcha
Andradina de Oliveira (1864–1935)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecida: Andradina de Oliveira

Nome completo: Andradina América de Andrada e Oliveira

Data de nascimento: 12 de junho de 1864

Local de nascimento: Porto Alegre, RS (Brasil)

Data de falecimento: 19 de junho de 1935

Local de falecimento: São Paulo, SP (Brasil)

Formação acadêmica: Formou-se professora; lecionou em Pelotas, Rio Grande e Bagé

Outras profissões: Jornalista (fundadora do semanário Escrinio em 1898), professora, atriz, dramaturga, conferencista, líder feminista

Movimento literário: Realismo / Romantismo (transição; literatura feminista)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • O Sacrifício de Laura (1891)
  • Preludiando (1897)
  • Almanaque Literário e Estatístico (1899)
  • Você me Conhece? (1899)
  • A Mulher Rio-Grandense: Escritoras Mortas (1907)
  • Cruz de Pérolas (1908)
  • Contos de Natal (1908)
  • O Perdão (1910)
  • Divórcio? (1912)

💬 Frase que define sua história

"A gaúcha que fundou o jornal Escrinio, defendeu o divórcio numa época em que isso era escândalo, e foi perseguida pela Igreja e pelos positivistas por sua ousadia."

📖 Texto sobre o autor

Andradina América de Andrada e Oliveira nasceu em Porto Alegre em 1864. Formou-se professora e lecionou em Pelotas, Rio Grande e Bagé. Viúva cedo, tornou-se a única provedora da família, sustentando os dois filhos com aulas, conferências e seus escritos.

Em 1898, fundou em Bagé o semanário Escrinio, jornal literário, artístico e noticioso que mais tarde acompanhou sua mudança para Santa Maria e, depois, para Porto Alegre. Sua produção literária e jornalística foi dedicada à defesa dos direitos da mulher.

Em 1912, publicou Divórcio?, coletânea de ensaios que defendia o divórcio "pleno" para dar novas chances às mulheres subjugadas por casamentos infelizes. A obra lhe custou a perseguição da Igreja Católica e dos positivistas.

A discriminação que sofreu levou-a a sair de Porto Alegre com a filha, a pintora e poeta Lola de Oliveira, viajando por Montevidéu, Buenos Aires, Assunção, Cáceres e Cuiabá, onde dava palestras remuneradas e vendia seus livros. Em 1920, mãe e filha se estabeleceram em São Paulo. Andradina morreu em 19 de junho de 1935. Sua obra foi vítima de apagamento histórico, e só recentemente vem sendo resgatada por pesquisadoras.

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