Olavo Bilac

O ourives da palavra que fez do soneto uma joia e se tornou o Príncipe dos Poetas

Retrato de Olavo Bilac, poeta brasileiro, o Príncipe dos Poetas
Olavo Bilac (1865–1918)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Olavo Bilac (o "Príncipe dos Poetas Brasileiros")

Nome completo: Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac

Data de nascimento: 16 de dezembro de 1865

Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Data de falecimento: 28 de dezembro de 1918

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Iniciou Medicina (abandonou no 4º ano); iniciou Direito em São Paulo (não concluiu)

Outras profissões: Jornalista, inspetor de ensino, conferencista, cronista, contista, autor do Hino à Bandeira, fundador da Liga de Defesa Nacional (1916)

Movimento literário: Parnasianismo (membro da tríade parnasiana ao lado de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Poesias (1888)
  • Crônicas e Novelas (1894)
  • Crítica e Fantasia (1904)
  • Poesias Infantis (1904)
  • Ironia e Piedade (1916)
  • Tarde (publicação póstuma, 1919)

💬 Frase que define sua história

"O ourives da palavra que fez do soneto uma joia e se tornou o poeta mais popular do Brasil, decorado nos saraus e eternizado como o Príncipe dos Poetas."

📖 Texto sobre o autor

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 1865, filho de um médico militar. Matriculou-se na Faculdade de Medicina aos 15 anos, com autorização especial, mas abandonou o curso no quarto ano. Tentou Direito em São Paulo, sem concluir.

Dedicou-se inteiramente ao jornalismo e à literatura, trabalhando na Gazeta de Notícias, onde substituiu Machado de Assis na seção "Semana". Foi perseguido e preso durante o governo de Floriano Peixoto, exilando-se em Ouro Preto, onde, sob influência de Afonso Arinos, passou a abordar temas da realidade brasileira.

Em 1888, publicou Poesias, obra que o consagrou e que contém os famosos sonetos da "Via-Láctea" e a "Profissão de Fé", seu credo estético parnasiano. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 15. Em 1913, foi eleito "Príncipe dos Poetas Brasileiros" em concurso da revista Fon-Fon.

Nos últimos anos, dedicou-se a campanhas cívicas, especialmente em favor do serviço militar obrigatório e da educação. É o autor da letra do Hino à Bandeira. Morreu no Rio de Janeiro em 28 de dezembro de 1918.

← Voltar para a lista de escritores com O