Euclides da Cunha
O engenheiro que foi a Canudos como correspondente de guerra e voltou com o livro que redescobriu o Brasil
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Euclides da Cunha
Nome completo: Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha
Data de nascimento: 20 de janeiro de 1866
Local de nascimento: Cantagalo, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 15 de agosto de 1909
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Escola Militar (curso de Engenharia); Escola Superior de Guerra
Outras profissões: Engenheiro militar, sociólogo, jornalista, professor, escritor
Movimento literário: Pré-Modernismo (obra de transição entre o cientificismo do século XIX e a modernidade literária)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Os Sertões (1902)
- Contrastes e Confrontos (1907)
- Peru versus Bolívia (1907)
- À Margem da História (1909)
💬 Frase que define sua história
"O engenheiro que foi a Canudos como correspondente de guerra e voltou com o livro que redescobriu o Brasil para os brasileiros."
📖 Texto sobre o autor
Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, no Rio de Janeiro, em 1866. Órfão de mãe ainda criança, foi criado por tias e estudou em colégios internos. Em 1886, matriculou-se na Escola Militar, onde se tornou engenheiro e militar. Republicano convicto, foi expulso do Exército após protestar publicamente contra o governo. Deixou a farda e dedicou-se à engenharia civil e ao jornalismo.
Em 1897, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo para cobrir a quarta expedição militar contra o arraial de Canudos, no sertão da Bahia, liderado por Antônio Conselheiro. A experiência transformou-o. Do material recolhido nasceu Os Sertões (1902), obra que se divide em três partes: "A Terra", "O Homem" e "A Luta".
O livro mistura relato histórico, ensaio científico e prosa literária de altíssima qualidade, e denuncia o massacre de Canudos como um crime da República contra o povo sertanejo. Os Sertões foi um sucesso imediato e é considerado um dos maiores livros já escritos em língua portuguesa. Euclides foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e a Academia Brasileira de Ciências.
Morreu tragicamente em 15 de agosto de 1909, no Rio de Janeiro, assassinado em um duelo com um militar por causa de questões de honra.