Adolfo Caminha
O marinheiro que escreveu o primeiro romance brasileiro a tratar abertamente da homossexualidade
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Adolfo Caminha
Nome completo: Adolfo Ferreira Caminha
Data de nascimento: 29 de maio de 1867
Local de nascimento: Aracati, CE (Brasil)
Data de falecimento: 1º de janeiro de 1897
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Escola Naval (formou-se em 1887); Escola Militar (curso de Artilharia, não concluído)
Outras profissões: Militar da Marinha, funcionário público (Arsenal de Guerra e Alfândega), jornalista
Movimento literário: Naturalismo
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Voos Incertos (poesia, 1886)
- Judite (contos, 1887)
- A Normalista (romance, 1893)
- No País dos Ianques (1894)
- Bom-Crioulo (romance, 1895)
- Cartas Literárias (1895)
- Tentação (romance, 1896)
💬 Frase que define sua história
"O marinheiro que escreveu o primeiro romance brasileiro a tratar abertamente da homossexualidade, chocando a sociedade do fim do século XIX."
📖 Texto sobre o autor
Adolfo Ferreira Caminha nasceu em Aracati, no Ceará, em 1867. Órfão de pai e mãe muito cedo, foi criado por um tio em Fortaleza. Em 1883, ingressou na Escola Naval no Rio de Janeiro, formando-se em 1887. Sua carreira militar levou-o a viajar pelos Estados Unidos, experiência que resultou no livro No País dos Ianques (1894).
Em 1890, foi expulso da Marinha após envolver-se em um escândalo: apaixonou-se pela esposa de um oficial superior e, quando esta engravidou, os dois fugiram para o Ceará. Abandonou a carreira militar e passou a trabalhar como funcionário público e jornalista.
Sua obra literária filia-se ao Naturalismo, com forte influência de Zola. Publicou A Normalista em 1893, romance que retrata a vida urbana do Ceará com pessimismo e crítica social. Em 1895, publicou Bom-Crioulo, romance que narra a relação amorosa entre dois homens — o marinheiro Amaro e o grumete Aleixo — e é considerado o primeiro romance brasileiro a tratar abertamente da homossexualidade. O livro causou escândalo e foi apreendido.
Adolfo Caminha morreu no Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 1897, aos 29 anos, vítima de tuberculose.