Medeiros e Albuquerque

O polígrafo que escreveu o Hino da República e defendeu a simplificação ortográfica

Retrato de Medeiros e Albuquerque, escritor e político brasileiro
Medeiros e Albuquerque (1867–1934)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Medeiros e Albuquerque

Nome completo: José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque

Data de nascimento: 4 de setembro de 1867

Local de nascimento: Recife, PE (Brasil)

Data de falecimento: 9 de junho de 1934

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Colégio Pedro II (Rio de Janeiro); Escola Acadêmica (Lisboa, 1880–1884); curso de História Natural com Emílio Goeldi; aluno particular de Sílvio Romero

Outras profissões: Professor (primário, ginasial e da Escola de Belas Artes), político (deputado federal por Pernambuco), jornalista (diretor de O Fígaro), secretário do Ministério do Interior, vice-diretor do Ginásio Nacional, presidente do Conservatório Dramático, autor do Hino da República, defensor da reforma ortográfica

Movimento literário: Simbolismo / Decadentismo (transição); atuação como polígrafo e reformador ortográfico

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Pecados (poesia, 1887)
  • Canções da Decadência (poesia, 1887)
  • Hino da Proclamação da República (letra, 1890)
  • O Silêncio (teatro, 1890)
  • Mãe (teatro, 1892)
  • Quando eu era vivo (memórias, 1933–34)

💬 Frase que define sua história

"O polígrafo que escreveu o Hino da República, defendeu a simplificação ortográfica e transitou do Simbolismo ao dandismo literário."

📖 Texto sobre o autor

José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque nasceu no Recife, Pernambuco, em 1867. Aprendeu a ler em casa e, aos nove anos, entrou direto na segunda série do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Entre 1880 e 1884, cursou a Escola Acadêmica em Lisboa, onde entrou em contato com a estética simbolista portuguesa. De volta ao Rio, estudou História Natural com Emílio Goeldi e foi aluno particular de Sílvio Romero.

Estreou na literatura em 1887 com Pecados e Canções da Decadência, obras que revelam sua adesão ao Simbolismo e ao Decadentismo. É o autor da letra do Hino da Proclamação da República.

Exerceu intensa atividade pública: foi professor, deputado federal por Pernambuco, diretor da Instrução Pública do Distrito Federal e secretário do Ministério do Interior. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 22, e foi um dos maiores defensores da reforma ortográfica no Brasil, sendo autor da primeira reforma promovida pela ABL em 1902.

Interessou-se também por ciências ocultas, hipnotismo e psicanálise, disputando a primazia na apresentação das ideias de Freud no Brasil. Publicou ainda contos, romances, ensaios políticos e críticas literárias. Morreu no Rio de Janeiro em 9 de junho de 1934.

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