Afonso Arinos
O escritor que olhou para o sertão de dentro e deu ao Brasil a primeira literatura do interior
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Afonso Arinos
Nome completo: Afonso Arinos de Melo Franco
Data de nascimento: 1º de maio de 1868
Local de nascimento: Paracatu, MG (Brasil)
Data de falecimento: 1916
Local de falecimento: Barcelona, Espanha
Formação acadêmica: Faculdade de Direito de São Paulo (formado em 1889)
Outras profissões: Jurista, jornalista, professor de História do Brasil no Liceu Mineiro, professor de Direito Criminal na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais (cofundador), membro da Academia Brasileira de Letras (Cadeira nº 40)
Movimento literário: Regionalismo (considerado o "Pai do Regionalismo Brasileiro")
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Pelo Sertão (1898)
- Os Jagunços (1898, sob pseudônimo Olívio de Barros)
- Notas do Dia (1900)
- O Contratador de Diamantes (teatro, 1917)
- Lendas e Tradições Brasileiras (1917, publicação póstuma)
- O Mestre de Campo (1918, publicação póstuma)
💬 Frase que define sua história
"O escritor que, nascido no sertão, olhou para ele de dentro e deu ao Brasil a primeira literatura que falava a língua e os costumes do interior."
📖 Texto sobre o autor
Afonso Arinos de Melo Franco nasceu em Paracatu, Minas Gerais, em 1868, numa família profundamente ligada à magistratura e à política. Passou a infância entre Minas e Goiás, acompanhando as comarcas do pai, e concluiu os preparatórios no Rio de Janeiro. Em 1885, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se em 1889 — mesmo ano da Proclamação da República.
De volta a Minas, exerceu a advocacia, fundou a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais em 1892 e lecionou Direito Criminal. Sua estreia literária se deu com Pelo Sertão (1898), coletânea de contos que retrata a vida sertaneja com um olhar de dentro, mesclando narrativa oral, lendas e paisagens mineiras e goianas. Publicou também Os Jagunços (1898), romance sobre Canudos publicado quatro anos antes de Os Sertões de Euclides da Cunha.
Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1901, ocupando a Cadeira nº 40. Nos últimos anos, viveu em Paris, recolhendo material folclórico, e retornou ao Brasil em 1915 para conferências sobre tradições populares.
Morreu em Barcelona em 1916, durante uma viagem à Europa.