Graça Aranha

O fundador da Academia que se voltou contra ela e trouxe a Semana de 22 para o palco da história literária

Retrato de Graça Aranha, escritor e diplomata maranhense
Graça Aranha (1868–1931)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Graça Aranha

Nome completo: José Pereira da Graça Aranha

Data de nascimento: 21 de junho de 1868

Local de nascimento: São Luís, MA (Brasil)

Data de falecimento: 1931

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Faculdade de Direito do Recife (formado em 1886)

Outras profissões: Magistrado no Espírito Santo, diplomata (serviu em Paris e Londres), ensaísta, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (Cadeira nº 38), líder da Semana de Arte Moderna de 1922

Movimento literário: Pré-Modernismo (romance); liderança modernista em 1922

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Canaã (1902)
  • Malazarte (teatro, 1911)
  • A Estética da Vida (1921)
  • O Espírito Moderno (1925)
  • A Viagem Maravilhosa (1929)

💬 Frase que define sua história

"O fundador da Academia que se voltou contra ela, e o diplomata que trouxe a Semana de 22 para o palco da história literária brasileira."

📖 Texto sobre o autor

José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís do Maranhão em 1868, filho de um jornalista de prestígio na província. Aos 14 anos, foi para o Recife cursar Direito, onde teve um impacto decisivo: assistiu ao concurso de Tobias Barreto e, ao final, pulou a grade para abraçá-lo. Formou-se em 1886 e exerceu a magistratura no interior do Espírito Santo, experiência que lhe forneceu material para Canaã.

Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras — curiosamente, sem nenhum livro publicado, contrariando o próprio estatuto. Canaã (1902) foi seu primeiro e mais importante romance, escrito em Londres e passado a limpo pela esposa. A obra, de cunho ensaístico, discute a imigração alemã e o choque entre idealismo e realidade no Brasil.

Em 1922, Graça Aranha proferiu a conferência de abertura da Semana de Arte Moderna, "A Emoção Estética na Arte Moderna". Em 1924, rompeu publicamente com a Academia, declarando que "a fundação da Academia foi um equívoco e um erro".

Morreu no Rio de Janeiro em 1931.

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