Paulo Prado
O herdeiro que financiou a Semana de 22 e escreveu o retrato mais amargo e lúcido do Brasil
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Paulo Prado
Nome completo: Paulo da Silva Prado
Data de nascimento: 1869
Local de nascimento: São Paulo, SP (Brasil)
Data de falecimento: 1943
Local de falecimento: São Paulo, SP (Brasil)
Formação acadêmica: Formação intelectual completada em Paris; estudou o passado colonial brasileiro sob orientação de Capistrano de Abreu
Outras profissões: Cafeicultor e exportador (um dos maiores do país), mecenas, organizador e financiador da Semana de Arte Moderna de 1922, bibliófilo, editor de documentos coloniais, ensaísta
Movimento literário: Modernismo (ensaísmo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Paulística (1925)
- Retrato do Brasil (1928)
💬 Frase que define sua história
"O herdeiro que financiou a Semana de 22 e escreveu o retrato mais amargo e lúcido do Brasil, diagnosticando a tristeza como nossa doença de origem."
📖 Texto sobre o autor
Paulo da Silva Prado nasceu em São Paulo em 1869, filho primogênito do conselheiro Antônio Prado, herdeiro de uma das famílias mais ilustres e ricas da província. Jovem, completou sua formação em Paris, onde impressionou Eça de Queirós, que teria exclamado: "Menino, tu és uma perfeição humana!". De volta ao Brasil, tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de café de seu tempo.
Nos anos 1920, para espantar o tédio da São Paulo provinciana, reunia em torno de sua mesa artistas como Villa-Lobos, Di Cavalcanti e Brecheret — grupo que se destacaria na Semana de 1922, organizada graças ao seu estímulo e financiamento.
Já cinquentão, iniciou estudos do passado brasileiro sob orientação de Capistrano de Abreu e publicou Paulística (1925), coletânea de ensaios sobre a história de São Paulo. Em 1928, lançou Retrato do Brasil, ensaio interpretativo que fustigava o ufanismo e expunha as mazelas nacionais acumuladas em quatro séculos de exploração e conformismo. O livro teve três impressões consecutivas e gerou polêmica, permanecendo como uma das obras fundadoras do pensamento social brasileiro moderno.
Paulo Prado serviu como ponte entre o ensaísmo dos anos 1920 e a geração de Sérgio Buarque, Gilberto Freyre e Caio Prado Júnior, todos ligados a ele por amizade. Morreu em 1943.