Alphonsus de Guimaraens

O Solitário de Mariana, o juiz que escreveu a vida inteira para uma morta

Retrato de Alphonsus de Guimaraens, poeta simbolista brasileiro, o Solitário de Mariana
Alphonsus de Guimaraens (1870–1921)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Alphonsus de Guimaraens (o "Solitário de Mariana")

Nome completo: Afonso Henriques da Costa Guimarães

Data de nascimento: 24 de julho de 1870

Local de nascimento: Ouro Preto, MG (Brasil)

Data de falecimento: 15 de julho de 1921

Local de falecimento: Mariana, MG (Brasil)

Formação acadêmica: Curso de Direito iniciado em São Paulo, concluído em 1894 pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais

Outras profissões: Juiz de direito e promotor de justiça em Conceição do Serro e Mariana, jornalista (colaborou em Diário Mercantil, O Estado de S. Paulo, Diário de Minas)

Movimento literário: Simbolismo

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Setenário das Dores de Nossa Senhora (1899)
  • Câmara Ardente (1899)
  • Dona Mística (1899)
  • Kiriale (1902)
  • Mendigos (1921)

💬 Frase que define sua história

"O juiz que perdeu a noiva e passou a vida inteira escrevendo para uma morta, entre versos de fé, melancolia e silêncio."

📖 Texto sobre o autor

Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto em 1870, sobrinho-neto de Bernardo Guimarães, autor de A Escrava Isaura. Estudou no Ginásio Mineiro e na Escola de Minas, e iniciou Direito em São Paulo, onde atuou como jornalista e conheceu Cruz e Sousa, de quem se tornou amigo. Concluiu o curso em Ouro Preto, em 1894.

Sua vida foi marcada por uma perda devastadora: a noiva, Constança, filha de Bernardo Guimarães, morreu antes do casamento, e esse luto nunca o abandonou. Publicou três livros de poemas em 1899 — Setenário das Dores de Nossa Senhora, Câmara Ardente e Dona Mística —, todos marcados pelo misticismo, pela religiosidade mariana e pela obsessão com a morte da mulher amada.

Em 1902, publicou Kiriale, na cidade do Porto, sob o pseudônimo Alphonsus de Vimaraens. Exerceu a magistratura em Conceição do Serro e depois em Mariana, onde viveu com a esposa Zenaide e os catorze filhos — dois deles também escritores, João Alphonsus e Alphonsus de Guimaraens Filho.

Conhecido como "O Solitário de Mariana", refugiou-se na poesia e na vida interior, cultivando o amor impossível, a morte e a fé. Morreu em Mariana em 15 de julho de 1921.

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