Antônio Bento de Faria

O jurista que, de advogado criminalista de renome a ministro do Supremo, marcou o direito brasileiro

Retrato de Antônio Bento de Faria, jurista brasileiro, ministro do Supremo Tribunal Federal
Antônio Bento de Faria (1876–1959)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Antônio Bento de Faria

Nome completo: Antônio Bento de Faria

Data de nascimento: 4 de fevereiro de 1876

Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Data de falecimento: 4 de outubro de 1959

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Curso de Direito

Outras profissões: Advogado, jornalista, magistrado (ministro do Supremo Tribunal Federal), procurador-geral da República (1931–1934), professor

Movimento literário: Não se aplica (literatura jurídica)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Nulidades em Matéria Criminal
  • Processo Criminal e Civil
  • A Criminalidade Moderna
  • Código Comercial Brasileiro Comentado
  • Das Marcas de Fábrica e de Comércio e Nome Comercial
  • Elementos de Direito Romano
  • Anotações Teórico-Práticas do Código Penal
  • Comentários ao Código Penal de 1940
  • Aplicação e Retroatividade da Lei (1934)

💬 Frase que define sua história

"O jurista que, de advogado criminalista de renome a ministro do Supremo, marcou o direito brasileiro com seus comentários e defendeu a pena de morte nas páginas de 'O País'."

📖 Texto sobre o autor

Antônio Bento de Faria nasceu no Rio de Janeiro em 1876. Destacou-se como advogado criminalista na Capital da República, tendo como auxiliares e discípulos juristas que se tornariam desembargadores, procuradores e delegados de polícia.

Projetou-se como publicista do direito com obras como Nulidades em Matéria Criminal, A Criminalidade Moderna e os Comentários ao Código Penal de 1940, que foram de grande valia para o Ministério Público. Incansável trabalhador, criou e dirigiu a Revista de Direito, que publicou por longos anos os melhores acórdãos dos tribunais brasileiros e a melhor doutrina estrangeira e nacional.

No jornalismo, ingressou em O País, onde defendeu a pena de morte e a necessidade de disciplina e ordem para a prosperidade da República. Sua atuação chamou a atenção do presidente Arthur Bernardes, que o nomeou ministro do Supremo Tribunal Federal em 1925. Em 1931, foi nomeado procurador-geral da República, cargo que exerceu até 1934. Foi eleito presidente do STF em 1937, aposentando-se em 1945.

Morreu no Rio de Janeiro em 4 de outubro de 1959.

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