Auta de Souza

A poeta negra potiguar que escreveu versos de uma doçura etérea e teve seu único livro prefaciado por Olavo Bilac

Retrato de Auta de Souza, poeta potiguar simbolista
Auta de Souza (1876–1901)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecida: Auta de Souza

Nome completo: Auta Henriqueta de Souza

Data de nascimento: 12 de setembro de 1876

Local de nascimento: Macaíba, RN (Brasil)

Data de falecimento: 7 de fevereiro de 1901

Local de falecimento: Rio Grande do Norte, RN (Brasil)

Formação acadêmica: Colégio São Vicente de Paula, em Recife (dirigido por freiras francesas); estudou idiomas, literatura, música e desenho

Outras profissões: Não exerceu outras profissões; foi poeta

Movimento literário: Simbolismo / Parnasianismo (poesia lírica e religiosa)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Horto (1900) — único livro publicado em vida
  • Dálias (manuscrito de poemas escritos entre 1893 e 1897; publicado integralmente apenas em 2021)

💬 Frase que define sua história

"A poeta negra potiguar que, órfã e tuberculosa, escreveu versos de uma doçura etérea e teve seu único livro prefaciado por Olavo Bilac."

📖 Texto sobre o autor

Auta Henriqueta de Souza nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte, em 1876. Perdeu os pais muito cedo e foi criada pela avó materna. Aos 11 anos, foi matriculada no Colégio São Vicente de Paula, em Recife, onde aprendeu idiomas, literatura e música.

Aos 17 anos, começou a escrever poemas e estreou na imprensa no ano seguinte. Publicou seu único livro, Horto, em 1900, com prefácio de Olavo Bilac, que se esgotou em dois meses. Sua poesia, marcada pela religiosidade, pela melancolia e pela saudade, conquistou leitores em todo o país. Foi considerada a principal poeta norte-rio-grandense de seu tempo.

Sua vida amorosa foi marcada pela separação forçada de João Leopoldo da Silva Loureiro, imposta pela família, tristeza que se reflete em seus versos. Faleceu em 7 de fevereiro de 1901, vítima de tuberculose, aos 24 anos.

Deixou o manuscrito Dálias, publicado integralmente apenas em 2021 pela Biblioteca do Senado Federal.

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