Madalena Antunes
A sinhá-moça que transformou as memórias de sua infância num engenho de açúcar
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecida: Madalena Antunes
Nome completo: Maria Madalena Antunes Pereira
Data de nascimento: 25 de maio de 1880
Local de nascimento: Ceará-Mirim, RN (Brasil)
Data de falecimento: 11 de junho de 1959
Local de falecimento: Natal, RN (Brasil)
Formação acadêmica: Colégio interno no Recife (1891–1896), dirigido por freiras
Outras profissões: Não exerceu outras profissões; foi memorialista e ativista literária (organizadora de saraus e bailes literários em Ceará-Mirim e Natal)
Movimento literário: Memorialismo / Pré-Modernismo (regionalismo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Oiteiro – Memórias de uma Sinhá Moça (1958) — único livro publicado
- Cartas e crônicas na Revista Ninho das Letras (coluna "Cartas Litorâneas", 1925–1927)
💬 Frase que define sua história
"A sinhá-moça que, no outono da vida, transformou as memórias de sua infância num engenho de açúcar no primeiro livro de memórias feminino do Nordeste."
📖 Texto sobre o autor
Maria Madalena Antunes Pereira nasceu no Engenho Oiteiro, em Ceará-Mirim, Rio Grande do Norte, em 1880, numa família da elite açucareira. Estudou em colégio interno no Recife entre 1891 e 1896, onde recebeu educação refinada.
Em Ceará-Mirim, foi responsável pela organização de bailes e saraus literários que atraíam a intelectualidade potiguar, incluindo o historiador Luís da Câmara Cascudo. Em Natal, escreveu a coluna "Cartas Litorâneas" para a Revista Ninho das Letras (1925–1927), na qual tratava de questões referentes à religiosidade e comportamento feminino.
Seu único livro, Oiteiro – Memórias de uma Sinhá Moça, foi escrito ao longo de muitos anos, concluído em 1947 e publicado em 1958, um ano antes de sua morte. A obra, considerada o primeiro livro de memórias feminino do Rio Grande do Norte, narra sua infância no engenho, o período no colégio interno e o retorno a Ceará-Mirim, reconstituindo os últimos anos da monarquia na região e a decadência da economia açucareira.
Morreu em Natal em 11 de junho de 1959.