Azevedo Amaral

O ideólogo do Estado Novo que defendeu o autoritarismo como solução para a crise nacional

Retrato de Azevedo Amaral, jornalista e ensaísta brasileiro, ideólogo do Estado Novo
Azevedo Amaral (1881–1942)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Azevedo Amaral

Nome completo: Antônio José de Azevedo Amaral

Data de nascimento: 1881

Local de nascimento: Brasil (não especificado nas fontes disponíveis)

Data de falecimento: 1942

Local de falecimento: Brasil

Formação acadêmica: Não há registro de curso superior; jornalista autodidata

Outras profissões: Jornalista, ensaísta, tradutor, ideólogo do Estado Novo, colaborador do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil

Movimento literário: Não se aplica (ensaísmo político-social)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Ensaios Brasileiros (1930)
  • O Brasil na Crise Atual (1934)
  • A Aventura Política do Brasil (1935)
  • O Estado Autoritário e a Realidade Nacional (1938)
  • Getúlio Vargas, Estadista (1941)

💬 Frase que define sua história

"O ideólogo do Estado Novo que defendeu o autoritarismo como solução para a crise nacional, deixando uma obra polêmica e hoje pouco estudada."

📖 Texto sobre o autor

Antônio José de Azevedo Amaral nasceu em 1881, numa família sem muitas posses, mas com boas relações sociais — seu pai era engenheiro e trabalhou com o Visconde de Mauá. Sustentou-se basicamente com o jornalismo ao longo da vida.

Foi um dos principais ideólogos do Estado Novo, defensor da chamada "democracia autoritária". Sua obra mais conhecida, O Estado Autoritário e a Realidade Nacional (1938), buscou formular diretrizes práticas para o funcionamento do regime getulista.

Seus textos jornalísticos denunciavam tendências antissemitas, e sua tese "O problema eugênico da imigração" defendia a eugenia com posicionamento racista, tendo sido um dos temas mais polêmicos do 1º Congresso Brasileiro de Eugenismo em 1929. Foi traduzido e prefaciou obras de Manoilesco, autor corporativista, em 1938.

Morreu em 1942, antes do fim do Estado Novo, e sua obra permaneceu por décadas pouco estudada, sendo gradualmente retomada a partir dos anos 1970.

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