Lima Barreto

O filho de escravizados que denunciou a hipocrisia da República com uma pena afiada

Retrato de Lima Barreto, escritor carioca pré-modernista
Lima Barreto (1881–1922)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Lima Barreto

Nome completo: Afonso Henriques de Lima Barreto

Data de nascimento: 13 de maio de 1881

Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Data de falecimento: 1922

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Escola Politécnica (Engenharia, não concluído)

Outras profissões: Funcionário público (Secretaria de Guerra), jornalista, colaborador de Correio da Manhã, Jornal do Commercio, Fon-Fon, Careta

Movimento literário: Pré-Modernismo / Realismo crítico

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909)
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911)
  • Numa e a Ninfa (1915)
  • Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919)
  • Histórias e Sonhos (1920)

💬 Frase que define sua história

"O filho de escravizados que denunciou a hipocrisia da República com uma pena afiada, morrendo jovem e deixando clássicos que a Biblioteca Nacional guarda como memória do mundo."

📖 Texto sobre o autor

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 1881, neto de escravizados. Sua educação foi garantida pelo padrinho, o Visconde de Ouro Preto. Estudou Engenharia na Escola Politécnica, mas abandonou o curso para sustentar a família quando o pai adoeceu.

Em 1903, começou a trabalhar na Secretaria de Guerra e, paralelamente, colaborou com diversos jornais. Sua obra é marcada pelo realismo crítico, pelas histórias urbanas e suburbanas, e por pesadas críticas sociais aos governantes, aos modelos econômicos, aos republicanos e até à imprensa.

Sofreu com depressão e foi internado por causa da bebida. Morreu em 1922, com pouco mais de 40 anos, deixando clássicos como Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha.

Seu arquivo pessoal, com mais de 1.100 documentos, foi adquirido pela Biblioteca Nacional em 1947 e registrado pela UNESCO no programa Memória do Mundo em 2017.

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