João do Rio
O mais jovem imortal da Academia que fez da rua seu escritório
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: João do Rio
Nome completo: João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (Paulo Barreto)
Data de nascimento: 5 de agosto de 1881
Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Data de falecimento: 1921
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Colégio São Bento; Ginásio Nacional (Colégio Pedro II)
Outras profissões: Jornalista, cronista, dramaturgo, tradutor; fundador da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (1917)
Movimento literário: Art Nouveau / Belle Époque carioca (crônica e reportagem literária)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- As religiões no Rio (1906)
- A Alma Encantadora das Ruas (1908)
- Cinematógrafo (1908)
- Vida Vertiginosa (1911)
- A Bela Madame Vargas (teatro, 1912)
💬 Frase que define sua história
"O mais jovem imortal da Academia que fez da rua seu escritório e transformou a crônica em etnografia da alma carioca."
📖 Texto sobre o autor
Paulo Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 1881, filho de um professor de matemática e de uma mulher negra alforriada. Aos 17 anos, publicou sua primeira crítica teatral n'O Tribunal.
Em 1903, ingressou na Gazeta de Notícias, onde nasceu o pseudônimo João do Rio, com o qual assinaria toda sua obra. Foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a praticar a reportagem e a entrevista nos moldes contemporâneos, misturando jornalismo e literatura num gênero de sua lavra. Percorreu as ruas, os becos, as favelas e os salões da então capital federal, registrando as transformações da Belle Époque: o automóvel, o telefone, os novos hábitos, as contradições sociais. Sua obra A Alma Encantadora das Ruas (1908) é um clássico da crônica brasileira.
Admirador de Oscar Wilde, usava roupas extravagantes e tinha uma personalidade provocadora e contraditória. Em 1910, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, aos 29 anos, o mais jovem até então. Defendeu a reaproximação cultural entre Brasil e Portugal e fundou a revista Atlântica em 1915.
Morreu em 1921, aos 39 anos, de ataque cardíaco, após sofrer uma campanha de difamação por defender pescadores portugueses no Brasil.