José Albano
O erudito excêntrico que recitava Homero no original e escreveu a mais perfeita Ode à Língua Portuguesa
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: José Albano
Nome completo: José Albano (nome completo não detalhado nas fontes)
Data de nascimento: Não especificado nas fontes (faleceu em 1913)
Local de nascimento: Ceará (Brasil)
Data de falecimento: 1913
Local de falecimento: Brasil
Formação acadêmica: Educado na Europa; conhecia latim, grego, inglês, francês, italiano e outras línguas
Outras profissões: Não exerceu outras profissões de forma sistemática; foi poeta, tradutor e erudito
Movimento literário: Pré-Modernismo / Neoparnasianismo (poeta "fora dos quadros da poesia brasileira", segundo Manuel Bandeira)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Redondilhas (1912, Barcelona)
- Canção a Camões e Ode à Língua Portuguesa (1912, Barcelona)
- Sonnets by Joseph Albano (1918, publicação póstuma)
- Comédia Angélica (1918, publicação póstuma)
- Rimas (1948, edição organizada por Manuel Bandeira)
💬 Frase que define sua história
"O erudito excêntrico que recitava Homero no original e escreveu a mais perfeita 'Ode à Língua Portuguesa', mas permaneceu quase desconhecido até Manuel Bandeira resgatar seus versos."
📖 Texto sobre o autor
José Albano nasceu no Ceará e foi educado na Europa, onde desenvolveu uma erudição extraordinária. Conhecia profundamente as literaturas clássicas e modernas, recitava a Ilíada no original e era capaz de discorrer sobre qualquer literatura citando trechos na língua original.
Sua poesia é marcada pela pureza suprema da língua portuguesa, chegando a ser comparada a Gonçalves Dias e Camões. A "Ode à Língua Portuguesa" é considerada uma obra sem par na poesia nacional. Sua formação intelectual passou por três fases: lirismo passional, erudição clássica e êxtase místico.
Publicou seus versos em plaquettes requintadas impressas em Barcelona e Fortaleza, hoje raridades bibliográficas. Vestia-se de forma excêntrica — sobrecasaca preta, luvas gastas, bengala curva — e tinha uma personalidade altaneira e desdenhosa.
Morreu em 1913, praticamente desconhecido. Em 1948, Manuel Bandeira organizou a edição Rimas de José Albano, revelando ao público a obra do poeta que, segundo Tristão de Ataíde, produziu sonetos "entre o que de mais belo já produziu a poesia mundial no gênero".