Manuel Bandeira

O poeta que fez da doença e da morte uma celebração da vida e criou Pasárgada

Retrato de Manuel Bandeira, poeta modernista brasileiro
Manuel Bandeira (1886–1968)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Manuel Bandeira

Nome completo: Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho

Data de nascimento: 19 de abril de 1886

Local de nascimento: Recife, PE (Brasil)

Data de falecimento: 13 de outubro de 1968

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Iniciou Arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo; abandonou os estudos devido à tuberculose

Outras profissões: Professor (Colégio Pedro II e Faculdade Nacional de Filosofia), crítico de artes plásticas, historiador literário, tradutor

Movimento literário: Modernismo (chamado por Mário de Andrade de "São João Batista do Modernismo")

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • A Cinza das Horas (1917)
  • Carnaval (1919)
  • O Ritmo Dissoluto (1924)
  • Libertinagem (1930)
  • Estrela da Noite (1936)
  • Itinerário de Pasárgada (1954)

💬 Frase que define sua história

"O poeta que fez da doença e da morte uma celebração da vida, e criou Pasárgada, o refúgio imaginário que se tornou um dos versos mais amados do Brasil."

📖 Texto sobre o autor

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu no Recife, Pernambuco, em 1886. Transferiu-se aos dez anos para o Rio de Janeiro, onde cursou o secundário no Colégio Pedro II. Em 1903, matriculou-se na Escola Politécnica de São Paulo para fazer o curso de engenheiro-arquiteto. No ano seguinte, abandonou os estudos por motivo de uma grave tuberculose.

Praticamente desenganado, fez estações de cura em Campanha, Teresópolis e Petrópolis, e por fim em Clavadel, na Suíça, onde permaneceu de 1913 a 1914. De volta ao Brasil, começou a publicar em periódicos. Em 1917, editou A Cinza das Horas, reunindo poemas compostos durante o período de tratamento.

Em 1919, publicou Carnaval, com versos mais soltos, que incluía o famoso poema "Os Sapos", sátira ao Parnasianismo, declamado durante a Semana de Arte Moderna de 1922. Embora não tenha participado diretamente da Semana, colaborou na revista Klaxon e em outras publicações modernistas.

Em 1930, publicou Libertinagem, considerado o marco de sua evolução poética e que contém "Vou-me embora pra Pasárgada". Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1940. Faleceu no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1968.

← Voltar para a lista de escritores com M