Humberto de Campos
O autodidata que saiu da pobreza para a Academia e escreveu as Memórias que se tornaram um clássico da crônica brasileira
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Humberto de Campos (pseudônimo: Conselheiro XX)
Nome completo: Humberto de Campos Veras
Data de nascimento: 25 de outubro de 1886
Local de nascimento: Miritiba (atual Humberto de Campos), MA (Brasil)
Data de falecimento: 5 de dezembro de 1934
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Autodidata; não frequentou curso superior
Outras profissões: Jornalista, crítico, contista, memorialista, deputado federal pelo Maranhão (1920), inspetor de ensino, diretor da Casa de Rui Barbosa
Movimento literário: Neoparnasianismo (poeta da fase de transição anterior a 1922)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Poeira (poesia, 1910)
- Vale de Josafá (contos)
- Párias (contos)
- Lagartas e Libélulas (contos)
- Memórias (1933)
- Diário Secreto (publicação póstuma)
💬 Frase que define sua história
"O autodidata que saiu da pobreza para a Academia e escreveu as Memórias que se tornaram um clássico da crônica brasileira."
📖 Texto sobre o autor
Humberto de Campos Veras nasceu em Miritiba, hoje cidade que leva seu nome, no Maranhão, em 1886. Perdendo o pai aos seis anos, deixou a cidade natal e foi levado para São Luís. De infância pobre, desde cedo começou a trabalhar no comércio como meio de subsistência.
Aos 17 anos, passou a residir no Pará, onde conseguiu um lugar de colaborador e redator na Folha do Norte e, pouco depois, na Província do Pará. Em 1910, publicou seu primeiro livro, a coletânea de versos Poeira. Em 1912, transferiu-se para o Rio de Janeiro, entrando para O Imparcial. Em 1923, substituiu Múcio Leão na coluna de crítica do Correio da Manhã.
Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1919 e, em 1920, foi eleito deputado federal pelo Maranhão. A Revolução de 1930 dissolveu o Congresso e ele perdeu o mandato. Em 1933, publicou o livro que se tornou o mais célebre de sua obra, Memórias, crônica dos começos de sua vida. Seu Diário Secreto, de publicação póstuma, provocou grande escândalo pela irreverência e malícia em relação a contemporâneos.
Faleceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1934.