José Américo de Almeida
O Homem de Areia que inaugurou o romance regionalista moderno
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: José Américo de Almeida (o "Homem de Areia")
Nome completo: José Américo de Almeida
Data de nascimento: 10 de janeiro de 1887
Local de nascimento: Areia, PB (Brasil)
Data de falecimento: 10 de março de 1980
Local de falecimento: João Pessoa, PB (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Direito pela Faculdade de Direito do Recife
Outras profissões: Advogado, jurista, professor, político (deputado, senador, ministro, governador da Paraíba por dois mandatos), fundador da Universidade Federal da Paraíba
Movimento literário: Modernismo / Regionalismo (precursor do romance regionalista de 1930)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- A Paraíba e Seus Problemas (1923)
- A Bagaceira (1928)
- O Boqueirão (1935)
- Coiteiros (1935)
- Antes que me Esqueça (memórias, 1976)
💬 Frase que define sua história
"O político e escritor que, com A Bagaceira, inaugurou o romance regionalista moderno e retratou a seca e o engenho como ninguém."
📖 Texto sobre o autor
José Américo de Almeida nasceu em Areia, no Brejo paraibano, em 1887. Órfão de pai aos 9 anos, foi entregue aos cuidados de um tio padre. Fez seus estudos no Seminário da capital do Estado e no Liceu Paraibano. Em 1903, ingressou na Faculdade de Direito do Recife e, após a formatura, foi nomeado promotor público na comarca de Sousa. Em 1911, passou a ocupar as funções de Procurador-Geral do Estado.
A publicação do romance A Bagaceira, em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura regionalista que, ainda no século XIX, se concentrara, sobretudo, nas obras de Franklin Távora e de Domingos Olímpio.
Com a vitória da Revolução de 1930, assumiu o Ministério da Viação e Obras Públicas de 1930 a 1934. Em 1937, foi apresentado como candidato dos partidos governistas à presidência da República, mas o golpe de Estado de 10 de novembro desse ano suprimiu a campanha eleitoral. Em fevereiro de 1945, com uma entrevista ao Correio da Manhã, contribuiu decisivamente para pôr fim à ditadura do Estado Novo.
Foi eleito Senador em 1945 e voltou a ocupar a pasta ministerial da Viação em 1951. Em 1966, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 38. Faleceu em João Pessoa em 10 de março de 1980.