Hermes Fontes

O poeta sergipano que fez da melancolia uma arte e deu fim à própria vida no dia de Natal

Retrato de Hermes Fontes, poeta simbolista sergipano
Hermes Fontes (1888–1930)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Hermes Fontes

Nome completo: Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes

Data de nascimento: 28 de agosto de 1888

Local de nascimento: Boquim, SE (Brasil)

Data de falecimento: 25 de dezembro de 1930

Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Formação acadêmica: Bacharel em Direito (1911), mas nunca exerceu a profissão

Outras profissões: Funcionário dos Correios, oficial de gabinete do ministro da Viação, jornalista, caricaturista

Movimento literário: Simbolismo (com traços românticos e parnasianos)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Apoteoses (1908)
  • Gêneses (1913)
  • Ciclo da Perfeição (1914)
  • Miragem do Deserto e Epopeia da Vida (1917)
  • Microcosmo (1919)
  • A Lâmpada Velada e Despertar (1922)
  • A Fonte da Mata (1930)

💬 Frase que define sua história

"O poeta sergipano que fez da melancolia uma arte e, cinco vezes rejeitado pela Academia, deu fim à própria vida no dia de Natal."

📖 Texto sobre o autor

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes nasceu em Boquim, Sergipe, em 1888. Reconhecido por sua rara inteligência e memória prodigiosa, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dez anos, sob proteção de um antigo governador da província.

Formou-se em Direito em 1911, mas nunca exerceu a profissão, dedicando-se ao funcionalismo público e ao jornalismo. Colaborou em dezenas de periódicos, entre eles Correio da Manhã, Careta, Fon-Fon e O Malho, e atuou como caricaturista no jornal O Bibliógrafo.

Sua estreia literária se deu com Apoteoses (1908), e ao longo de duas décadas publicou livros que o firmaram como uma das vozes simbolistas mais importantes do Brasil. Sua poesia é marcada por um profundo tom melancólico, invocando a morte e concebendo a vida como mera espera do fim — traço que, segundo estudiosos, reflete as decepções pessoais que o acompanharam.

Tentou cinco vezes ingressar na Academia Brasileira de Letras, sem sucesso. Em 25 de dezembro de 1930, no Rio de Janeiro, suicidou-se com um tiro na cabeça, concretizando os presságios que espalhara por seus versos. Hoje é um poeta quase esquecido, injustamente.

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