Bernardo Élis
O único goiano na Academia Brasileira de Letras, voz literária do Cerrado
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Bernardo Élis
Nome completo: Bernardo Élis dos Santos
Data de nascimento: 15 de novembro de 1915
Local de nascimento: Corumbá de Goiás, GO (Brasil)
Data de falecimento: 30 de novembro de 1997
Local de falecimento: Goiânia, GO (Brasil)
Formação acadêmica: Curso de Direito
Outras profissões: Advogado, professor (UFG e Universidade Católica de Goiás), cofundador do Centro de Estudos Brasileiros da UFG, ocupou cargos culturais estaduais e federais
Movimento literário: Modernismo — Regionalismo (sertanismo goiano-mineiro)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Ermos e Gerais (contos, 1944)
- O Tronco (romance, 1956)
- Veranico de Janeiro (contos, 1966) — Prêmio Jabuti
- Caminhos e Descaminhos (1967) — Prêmio Affonso Arinos da ABL
- Caminhos das Gerais (romance, 1975)
- Chegou o Governador (romance, 1987)
💬 Frase que define sua história
"Primeiro goiano a ingressar na Academia Brasileira de Letras ABL, retratou o sertão do cerrado com realismo intenso e crítica social, tornando-se a voz literária de Goiás."
📖 Texto sobre o autor
Bernardo Élis dos Santos nasceu em Corumbá de Goiás em 15 de novembro de 1915, filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Teve os primeiros estímulos literários em casa e, aos 12 anos, escreveu seu primeiro conto. Formou-se em Direito e atuou como advogado, professor e gestor cultural, mas foi na literatura que se consagrou.
Sua estreia literária se deu com Ermos e Gerais (1944), livro de contos que o consolidou nacionalmente e é considerado o marco inicial do Modernismo em Goiás. Sua obra-prima, O Tronco (1956), romance inspirado em conflitos políticos no interior de Goiás, foi adaptado para o cinema em 1999. Veranico de Janeiro (1966) recebeu o Prêmio Jabuti. Sua escrita é marcada por linguagem regional forte, realismo intenso e crítica social, retratando o sertão goiano, os conflitos políticos no interior e as desigualdades sociais do Brasil central.
Em 1975, foi eleito para a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras, tornando-se o primeiro — e até hoje único — escritor goiano a integrar a instituição. Morreu em 30 de novembro de 1997.