Ziraldo
O gênio que criou o Menino Maluquinho e fez da arte uma forma de resistência à ditadura
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Ziraldo
Nome completo: Ziraldo Alves Pinto
Data de nascimento: 24 de outubro de 1932
Local de nascimento: Caratinga, MG (Brasil)
Data de falecimento: 6 de abril de 2024
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais
Outras profissões: Cartunista, chargista, pintor, jornalista, teatrólogo, cronista; um dos fundadores do jornal O Pasquim (1969), que fez oposição à ditadura militar
Movimento literário: Literatura infantojuvenil brasileira
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- Turma do Pererê (revista em quadrinhos, 1960)
- Flicts (livro infantil, 1969)
- O Menino Maluquinho (1980) — Prêmio Jabuti
- O Bichinho da Maçã (1982)
- Os Meninos do Espaço (2012) — Prêmio Jabuti
- Mais de 150 títulos publicados
💬 Frase que define sua história
"O gênio que criou o Menino Maluquinho e a Turma do Pererê, popularizou a literatura infantojuvenil, e fez da arte uma forma de resistência à ditadura militar."
📖 Texto sobre o autor
Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 24 de outubro de 1932, o mais velho de sete irmãos. Aos 7 anos, em 1939, publicou seu primeiro desenho no jornal Folha de Minas. Em 1949, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde construiu sua carreira. Formou-se em Direito pela UFMG, mas dedicou-se integralmente às artes gráficas e à literatura.
Na década de 1950, trabalhou em uma coluna de humor na Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), depois na revista O Cruzeiro e no Jornal do Brasil. Em 1960, lançou a Turma do Pererê, considerada a primeira revista em quadrinhos brasileira criada por um único autor e a primeira totalmente colorida no Brasil. Em 1969, publicou Flicts, seu primeiro livro infantil, e no mesmo ano fundou, com outros humoristas, o jornal O Pasquim, que se tornou um dos principais veículos de oposição à ditadura militar.
Sua obra mais célebre, O Menino Maluquinho (1980), vendeu mais de 100 edições e foi adaptada para teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame, internet e cinema. Recebeu o "Nobel" Internacional de Humor em 1969, o Prêmio Jabuti em 1980 e 2012, e o Prêmio Quevedos em 2009, o mais importante prêmio do humor gráfico no mundo. Foi preso pela ditadura militar após a promulgação do AI-5 e considerado "elemento perigoso" pelo regime. Parou de produzir em setembro de 2018, após sofrer um AVC. Morreu no Rio de Janeiro em 6 de abril de 2024, aos 91 anos.