Francisco Weffort
O cientista político que ajudou a fundar o PT e comandou a retomada do cinema brasileiro
📋 Dados biográficos
Nome pelo qual ficou conhecido: Francisco Weffort
Nome completo: Francisco Corrêa Weffort
Data de nascimento: 17 de maio de 1937
Local de nascimento: Quatá, SP (Brasil)
Data de falecimento: 1º de agosto de 2021
Local de falecimento: Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Formação acadêmica: Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Ciência Política pela USP; livre-docência pela USP
Outras profissões: Cientista político, professor titular da USP, fundador e presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), pesquisador do CEDEC, ministro da Cultura (1995–2003)
Movimento literário: Não se aplica (ciência política e ensaísmo)
📚 Principais obras (ordem cronológica)
- O Populismo na Política Brasileira (1978)
- Por que Democracia? (1984)
- Qual Democracia? (1992)
- Crise da Democracia Representativa e Neopopulismo no Brasil (com José Álvaro Moisés)
- Formação do Pensamento Político Brasileiro (2006)
💬 Frase que define sua história
"O cientista político que ajudou a fundar o histórico Partido dos Trabalhadores "PT" e, como ministro da Cultura, comandou a retomada do cinema brasileiro."
📖 Texto sobre o autor
Francisco Corrêa Weffort nasceu em Quatá, São Paulo, em 17 de maio de 1937. Formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), onde também obteve o doutorado em Ciência Política e a livre-docência, tornando-se professor titular. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), ocupando o cargo de secretário-geral, e participou ativamente da campanha das Diretas Já e dos protestos pela redemocratização do Brasil.
Em 1994, desfiliou-se do PT ao ser convidado para assumir o Ministério da Cultura no governo de Fernando Henrique Cardoso, pasta que comandou de 1995 a 2003. Durante sua gestão, criou a Sala São Paulo, restaurou a Catedral da Sé, realizou a Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 Anos, resgatou a sinagoga de Recife e promoveu exposições como O Brasil dos Viajantes, Rodin e Eckhout.
A captação de recursos via Lei Rouanet e a arrecadação da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Brasileira atingiram os níveis mais altos em 2001, período em que ocorreu a chamada retomada do cinema brasileiro. Entre suas principais obras estão Por que Democracia? (1984), Qual Democracia? (1992) e Formação do Pensamento Político Brasileiro (2006). Foi fundador e presidente da Anpocs e pesquisador do Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (Cedec). Morreu no Rio de Janeiro em 1º de agosto de 2021, aos 84 anos, vítima de infarto do miocárdio.